terça-feira, 26 de abril de 2011

RESSUSCITOU!

Nosso caminho por lugares bíblicos
Não se pode imaginar uma viagem a Israel sem que se visite os lugares do sofrimento e da morte do Senhor Jesus. Isso é indispensável! Pois essas visitas nos levam a locais terrenos onde aconteceram fatos marcantes dentro do agir de Deus com este mundo. Espiritualmente, entretanto, aqueles que se desviam para evitar o Calvário e procuram um evangelho sem cruz, como é oferecido hoje em muitos lugares, perdem o principal. Um evangelho sem cruz não é um evangelho diferente, trata-se de puro engano e de um absurdo espiritual. O caminho para a salvação sempre passa pelo Calvário e pela ressurreição: "Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1 Co 1.18).
O Israel atual impressiona por todas as suas modernas conquistas, por sua beleza oriental e é fascinante ver o que os arqueólogos continuamente acham na terra em matéria de provas históricas. Com suas escavações eles constantemente trazem à luz objetos e outras coisas que dão razão às Sagradas Escrituras. Mas eles são obrigados a ver o significado espiritual de suas descobertas além dos simples objetos. É uma bênção estar na terra das maravilhosas promessas. Ela se chama Canaã, Palestina, Margem Ocidental ou (profana) Terra Santa? Não. Ela simplesmente se chama "Eretz Israel" (Terra de Israel). Assim se designa o território que Deus repetidas vezes prometeu a Abraão, Isaque e Israel (seu antigo nome era Jacó = enganador), muitas vezes até por juramento, para ser sua possessão eterna. Deus já falou a Abraão: "Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus" (Gn 17.8). Deus não apenas elegeu um povo para ser propriedade Sua, mas, segundo Seu plano, Seu Filho também deveria nascer nessa terra, ali sofrer e morrer por nós, ressuscitar do sepulcro e subir ao céu. E ali também estará o trono do Rei de Israel. É por isso que Israel, com sua capital Jerusalém, é hoje a nação mais polêmica do mundo, agitada e sacudida por crises e desavenças, em constante e incomparável tensão e continuamente ameaçada de guerra. Nesse país é onde seguimos os passos do judeu Jesus e buscamos nos recordar, em meio às ruínas ou nos locais por onde Ele passou, do Seu caminho de sofrimentos e morte. Nesses lugares costumamos ler as Sagradas Escrituras, orar e agradecer a Deus. Mas lembremo-nos do que Jesus disse à mulher no poço de Jacó: "Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4.22-24). E a bênção será de quem o fizer de coração humilde.
No monte do Calvário
"Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda. Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes. O povo estava ali e a tudo observava. Também as autoridades zombavam e diziam: Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido" (Lc 23.33-35). Realmente Ele é o Cristo (o ungido de Javé) e o escolhido de Deus. Oitocentos anos antes da Sua vinda, Ele já foi legitimado por Deus: "Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz: pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios" (Is 42.1).
Quando ficamos olhando para o monte do Calvário, uma coisa se torna bem clara: esse Ungido e Escolhido já havia sido predestinado desde a eternidade a levar a própria cruz para a execução no Gólgota como se fosse o maior criminoso. Meus queridos, pensem no que deve ter custado esse caminho de sacrifício a Jesus e ao Pai! Não conseguimos avaliá-lo, apenas podemos adorá-lO por isso. Ele, o puro Filho de Deus, foi entregue nas mãos dos pecadores e ímpios para ser barbaramente executado. Por quê? O malfeitor arrependido que foi pendurado em uma cruz ao lado de Jesus teve de nos servir de exemplo e confessou na hora da sua morte: "Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez" (Lc 23.41). "Porque Cristo... morreu a seu tempo pelos ímpios" (Rm 5.6). "Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados", já disse Isaías (cap. 53.5). Essas pisaduras são a prova de Seu sacrifício absolutamente suficiente e de Seu amor salvador insondável.
A cruz que comove
Olhar para o Calvário, admirar o monte, emocionar-se com a lembrança do que aconteceu ali não basta, nem derramar lágrimas de compaixão por Jesus resolve alguma coisa. O que é imprescindível é que esse ato de salvação nos toque no mais profundo do nosso ser, que nosso espírito entenda o que a cruz significa!
Oh! como foi que meu JesusAssim sofreu na triste cruz?!Não só na cruz mas no jardimAgonizou, e foi por mim!Ali na cruz, ali na cruz,Oh, sim, Jesus por mim sofreu!Ali na cruz, ali na cruz,Oh, sim, Jesus por mim morreu!O grande horror da escuridãoApavorou a multidão;Rasgado o véu lhes fez saberQue terminou o seu sofrer.Que dor cruel na cruz sofreu!Seu sangue ali Jesus verteu;Sim, foi por mim, pra me salvar,Para eu, enfim, no céu morar. (CC 87)
"Filhas de Jerusalém", disse o Salvador carregando Sua cruz, às mulheres que estavam à beira do caminho e que choravam e lamentavam por Jesus, "não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!" (Lc 23.28). Nosso Salvador não quer ser alvo de compaixão nem de admiração. Com isso O entristecemos. Ele quer corações tocados, arrependidos! Jesus prefere ver lágrimas de arrependimento por nossos pecados a lágrimas de compaixão por Ele. Pois foram os nossos pecados que O levaram à cruz. Arrependimento é um presente celestial. Quem está convicto dos próprios pecados pode se refugiar na cruz de Jesus em pensamento. E lá podemos chorar e receber purificação: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". É o que diz 1 João 1.9.
O profundo significado da cruz
Perdão e purificação são o primeiro nível. O próximo passo é se identificar com o Crucificado. Discipulado de Jesus não acontece nos caminhos da satisfação dos anseios e desejos pessoais. Ao invés disso, tem que acontecer uma separação em nosso interior. Não precisamos ter pena de nosso "eu" corrupto e obstinado. Ele precisa ser entregue à morte de Jesus, para que Ele possa nos transmitir Sua vida através do Espírito Santo. "Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus" (Rm 6.11). Essa "transfusão de sangue espiritual" acontece através de uma ligação íntima e orgânica, através de obediência de fé ao nosso Salvador e à Sua Palavra. "Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição" (Rm 6.5). Nesse caminho conseguimos nos livrar da tirania do pecado.
Até que ponto a cruz deve penetrar em nosso coração? Todo filho de Deus sincero já aprendeu que a realidade da cruz, a maneira de ser de Jesus, deve ocupar cada canto de nosso coração e cada espaço de nossas vidas, assumindo o domínio em todas as áreas. O que deixamos de entregar a Jesus tem cheiro de morte e será nossa perdição, vai nos fazer cair. Quem quiser ter uma boa imagem diante do mundo, espiritualmente acaba perdendo terreno para o inimigo. "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração" (Tg 4.4,7-8). A cruz tem que penetrar em nosso eu apaixonado por si mesmo até o ponto de podermos dizer com Paulo: "Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2.19b-20). Reconhecemos a posição de mortos que devemos assumir todos os dias? Ela tem que ser uma experiência profunda em nossas vidas. E isso custa lágrimas. Mas leva à vida, à vida eterna! O apóstolo Paulo explica-o com as seguintes palavras: "De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida" (2 Co 4.12).
O sepulcro vazio
No silencioso oásis em volta do Sepulcro do Jardim, o túmulo vazio prega um sermão para nós. Entramos solenemente na gruta escavada na rocha que uma vez serviu de sepulcro. Sim, ele está vazio, graças a Deus! Na parte de dentro alguém escreveu: "He is not here – He is risen" ("Ele não está aqui – Ele ressuscitou"). Foi isso que o anjo anunciou às mulheres na manhã da Páscoa. E o apóstolo Pedro testemunhou triunfalmente às pessoas que haviam se reunido no Pentecoste: "ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela" (At 2.24).
Por que a morte não conseguiu reter a Jesus? – Justamente porque Deus o ressuscitou! E o próprio Jesus teve a vitória sobre a morte porque era sem pecado. Seu santo e puro sangue não estava sujeito à lei da morte pelo veneno do pecado. Pois a morte é o salário do pecado (Rm 6.23). Por isso Ele pôde derrotar a morte e o diabo e também tem o poder de libertar da morte todos aqueles que estão unidos com Ele em Sua morte. "Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com Ele" (2 Tm 2.11).
Através de sofrimentos para a ressureição
Essa é a mensagem do sepulcro vazio: "Vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem" (Hb 2.9). Glória e honra foram a conseqüência de Seu sofrimento e de Sua morte: "Pelo qual também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome" (Fp 2.9). Ser unido a Jesus, identificar-se com Sua morte, tem por conseqüência que os filhos de Deus alcançam glória e honra junto com Ele. Cristo quer compartilhar Sua glória e honra com aqueles que estão intimamente ligados com Ele. Por isso Ele pede ao Pai: "Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo" (Jo 17.24)."Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Ef 2.4-6). Será que não vale a pena levar o opróbrio de Cristo, passar a vergonha que Ele passou? Só que esse caminho passa pela fornalha do sofrimento. Mas Ele está do nosso lado, Ele nos apóia e nos ajuda a termos um discipulado genuíno e corajoso. Um mundo moribundo não precisa admiradores de Jesus, precisa é de discípulos autênticos, que sirvam a Ele sendo bons samaritanos e pescadores de homens. Aos filhos de Deus desanimados Ele diz: "O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Ts 5.23). "Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará a nós pelo seu poder" (1 Co 6.14).

PAIXÃO DE CRISTO

O filme "A Paixão de Cristo", dirigido por Mel Gibson, tem provocado polêmicas em todo o mundo. Ele mostra as últimas doze horas da vida de Jesus, e especialmente Sua crucificação, de uma forma extremamente brutal. Os que defendem o filme louvam-no como uma das maiores chances para a evangelização em dois mil anos. Os adversários o consideram anti-semita, dizendo que incentivará o preconceito contra os judeus.
Jesus – a mesma atualidade de sempre
Mais uma vez fica evidente: após dois mil anos, a existência de Jesus, Sua morte na cruz e Sua ressurreição continuam causando o mesmo impacto. Esse fato eleva-O acima de todos os outros personagens que influenciaram a História. Enquanto o tema "Jesus" nunca perderá destaque, todas as outras questões que ocupam a humanidade desaparecerão na insignificância.
A questão da culpa
Uns atribuem aos judeus a culpa pela morte de Jesus, como se esse tivesse sido um crime "comum". Os judeus, por sua vez, acusam os cristãos de anti-semitismo consciente, e até mesmo os apóstolos de serem parcialmente antijudaicos. Realmente é verdade que os judeus foram violentamente perseguidos por causa da crucificação de Jesus. Acusados de serem "assassinos de Deus", muitos deles foram mortos por isso. Em meio a essas discussões, esquece-se facilmente o Plano perfeito de Deus para a humanidade.
A oração da Igreja primitiva em Jerusalém destaca o que importa: "verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes (edomita) e Pôncio Pilatos (romano), com gentios e gente de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram" (Atos 4.27-28). Tanto as nações (gentios) como os israelitas uniram-se na hora de decidir e executar a crucificação de Jesus – mas essa ação fazia parte essencial do Plano de Deus. Jesus tinha de morrer tanto por Israel como pelas nações, para ser o Redentor de todos. Após Sua ressurreição, o próprio Senhor disse aos discípulos no caminho de Emaús: "Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?" (Lucas 24.26). Em sua pregação no dia de Pentecostes, Pedro expressou-se de modo semelhante: "sendo este (Jesus) entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos" (Atos 2.23).
A morte de Jesus não foi o resultado de ações puramente humanas, pois fazia parte do Plano de Deus para a salvação da humanidade. Jesus é o "dom inefável" de Deus para nós (2 Coríntios 9.15). Ele realizou o desígnio de Deus para nossa salvação e o Pai celestial O entregou, como Cordeiro de Deus inocente, pela nossa culpa (veja João 1.29,36). Naturalmente essa entrega aconteceu através das mãos de pessoas. A geração do povo judeu da época entregou Jesus aos gentios (romanos), para que Ele fosse crucificado. Os israelitas representaram o sacerdócio que ofereceu o Cordeiro para o sacrifício ("...a salvação vem dos judeus" – João 4.22), e Roma, a potência mundial, foi a instância executora. Tanto os judeus como os gentios mataram Jesus. Entretanto, mais do que a geração que vivia na época, foram os pecados de todas as gerações, de todos os seres humanos de todas as épocas, que O mataram – pois Ele morreu pelos nossos pecados, trazendo-nos a redenção. Todos nós somos culpados: "Porque Deus a todos encerrou na desobediência (tanto judeus como gentios), a fim de usar de misericórdia para com todos" (Romanos 11.32).
Quem é culpado pela morte de Jesus?
Na verdade, poderíamos atribuir a culpa da morte de Jesus a Adão, pois através dele o pecado entrou no mundo e foi transmitido a todos os homens. Por isso, era necessário que Jesus ("o último Adão" – 1 Coríntios 15.45), removesse a culpa. Cada pecado de todo ser humano condenou, crucificou e matou Jesus. Sou culpado da morte de Jesus e imensamente grato a Ele por ter morrido por mim, pois do contrário eu continuaria com minha culpa e estaria perdido por toda a eternidade.
O que, porém, acontece com os que discutem a questão da culpa pela morte de Jesus mas não se decidem por Ele, não O aceitam pela fé e até O rejeitam e desprezam? A situação deles, quer sejam judeus ou gentios, é terrível, pois calcam aos pés o Filho de Deus, profanam o sangue da aliança e ultrajam o Espírito da graça (veja Hebreus 10.29). Muito mais grave do que fazer acusações mútuas de culpa é ser, pessoalmente, um inimigo da cruz de Cristo (veja Filipenses 3.18).
Jesus toma a culpa sobre Si
Jesus, perfeitamente inocente, declarou-Se culpado em nosso lugar. Ele tomou nosso pecado sobre Si e o carregou na Sua cruz, não na cruz dos judeus, nem na cruz dos romanos: "porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus" (Colossenses 1.19-20). Muito antes de vir a este mundo, Ele já disse através de Davi, manifestando Sua disposição de sacrificar-Se em nosso lugar: "eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei. Proclamei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais cerrei os lábios, tu o sabes, Senhor" (Salmo 40.7-9; veja também Hebreus 10.5-7).
Há discussões, polêmicas e controvérsias sobre a culpa pela morte de Jesus e a questão do anti-semitismo, mas esquece-se completamente que Deus queria entregar-Se em sacrifício através de Cristo. Por trás dessa disposição de ir para a cruz estava Seu infinito amor. Ele tomou toda a culpa sobre Si para nos resgatar. Isso vale tanto para os judeus como para os gentios (todos os não-judeus).
Se Jesus não tivesse entregue Sua vida voluntariamente, teria sido impossível tirá-la dEle, pois Ele afirmou: "Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai" (João 10.17-18).
Exclusivamente Jesus tinha o poder de dar a Sua vida, e Ele a entregou nas mãos dos judeus. Ao invés de atribuir-lhes a culpa pela morte de Jesus, todos deveriam recordar que Jesus foi judeu em Sua humanidade, e como tal voltará. Mas Jesus também tinha o poder de reaver Sua vida. O judeu Jesus ressuscitou dentre os mortos e retornou à casa do Pai. Desse modo, o primeiro homem a entrar no lar celestial foi um judeu.
A questão da culpa sob outro ângulo
Por que não se dá aos judeus a "culpa" pela vinda de Jesus a este mundo? Afinal, Ele nasceu de mãe judia e – segundo a descendência humana – era da tribo de Judá! Por que não atribuímos aos judeus a "culpa" pela redenção, pela ressurreição de Jesus, pela Sua ascensão e, finalmente, pela Sua volta (veja Romanos 9.4-5)? Por que não culpamos os judeus pela justiça e paz que serão implantadas neste mundo no futuro reino de Jesus? Pois eles foram escolhidos pelo Pai celestial para que Seu Filho se tornasse homem e para eles Jesus voltará (veja Zacarias 14.4)!
Seria necessário discutir a questão da culpa se Jesus tivesse permanecido morto, pois apenas Sua morte como Justo não nos teria redimido (veja 1 Coríntios 15.13-18). Ele, porém, ressuscitou: Jesus vive! Por isso, juntamente com o apóstolo Paulo, louvamos e exclamamos: "Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém" (Romanos 11.33-36).
Sem sentido, tudo permanece confuso
As acusações mútuas sobre a culpa pela morte de Jesus ou de anti-semitismo mostram apenas que ainda não se compreendeu o verdadeiro sentido da morte de Jesus. Ao invés dos gentios olharem de forma negativa para os judeus e vice-versa, todos juntos deveriam olhar "firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus" (Hebreus 12.2).
Ele fez tudo por você – aceite-O agora mesmo como seu Salvador pessoal!

PAIXÃO DE CRISTO POR QUE?

Profecias
Por que Jesus derramou Seu sangue na cruz?
"Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação [um sacrifício que paga a culpa] em virtude da vida" (Levítico 17.11).
"Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão [perdão dos pecados]" (Hebreus 9.22).
Por que a crucificação foi tão traumática?
"Certamente, ele [Jesus] tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões [pecados] e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (Isaías 53.4-5).
De quem foram os pecados que pregaram Jesus na cruz?
"Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade [pecado] de nós todos" (Isaías 53.6).
A morte brutal de Cristo foi profetizada?
"Como pasmaram muitos à vista dele [Jesus] (pois o seu aspecto estava mui desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua aparência, mais do que a dos outros filhos dos homens)" (Isaías 52.14).
Obediência
Por que a crucificação de Cristo foi necessária?
"E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado [na cruz], para que todo o que nele crê tenha a vida eterna" (João 3.14-15).
O que Jesus quis dizer ao clamar "Está consumado!"?
"Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo [templo], não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção" (Hebreus 9.11-12).
Jesus é o único caminho para Deus?
"Respondeu-lhe Jesus. Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14.6).
O que Deus pensou da crucificação do Seu Filho?
"Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos" (Isaías 53.10).
Perdão
Qual foi o resultado do derramamento do sangue de Jesus?
"No qual [em Jesus] temos a redenção [resgate da culpa do pecado], pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça" (Efésios 1.7).
Por que a crucificação de Cristo é importante?
"Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito" (1 Pedro 3.18).
O sacrifício individual de Cristo é suficiente?
"E ele [Jesus] é a propiciação [satisfação da justiça de Deus] pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro" (1 João 2.2).
O sacrifício de Cristo deve ser repetido?
"Assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação" (Hebreus 9.28).
Por que a cruz provoca divisões?
"Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1 Coríntios 1.18).
Sua resposta
Qual será a sua decisão em relação a Jesus?
Essa é uma pergunta que apenas você pode responder. Deus lhe dá o privilégio de conhecer Seu plano completo de salvação. Ele lhe oferece a vida eterna através daquilo que Jesus Cristo fez por você: Ele morreu [pelos seus pecados], foi sepultado e ressuscitou [para lhe dar nova vida]. Você admite humilde e submissamente diante de Deus que necessita de Jesus Cristo em sua vida?
"Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai" (Filipenses 2.9-11).
Como você pode responder a Jesus?
Volte (arrependa-se): "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados" (Atos 3.19).
Confie (creia): "Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa" (Atos 16.31).
Receba (obedeça): "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome" (João 1.12). 

SALVO PELA GRAÇA (REPRODUZIDO DE CHAMADA DA MEIA NOITE)

Salvo Pela "Incrível Graça" — A História de John Newton

John Newton era pastor de uma igreja crescente em Olney, na Inglaterra, quando compôs a letra daquele que talvez seja o hino mais conhecido até hoje – Amazing Grace (i.e., “Incrível Graça”). Newton estava satisfeito naquele contexto de vida campestre. Ele tinha uma esposa carinhosa ao seu lado, desenvolvia um bom ministério pastoral e estava cercado de pessoas amáveis. Naquele momento, Newton desfrutava de uma ótima vida. Mas, 25 anos antes, sua vida estava em ruínas.
Newton nasceu em Londres no dia 24 de julho de 1725. Seu pai, um capitão de navio mercante, o amava, porém era um homem severo e reservado. Por outro lado, a mãe de John era uma mulher atenciosa e cuidadosa. Ela lhe ensinou as Escrituras – capítulos inteiros da Bíblia de uma vez – bem como hinos e poemas. Infelizmente, a mãe de John Newton morreu, duas semanas antes que ele completasse sete anos de idade, e, pouco tempo depois, seu pai casou-se novamente.
Quando o novo casal teve seu próprio filho, ambos deram mais atenção e carinho a este do que a John Newton, de modo que John deixou-se levar pela companhia influente de garotos pervertidos, aprendendo a andar nos sórdidos caminhos que eles trilhavam. Com a idade de 11 anos, ele fez a primeira das cinco viagens marítimas na companhia de seu pai, durante a qual rapidamente aprendeu a xingar e amaldiçoar com os melhores marujos.
Entretanto, durante os cinco anos que se seguiram, John se viu forçado a refletir seriamente sobre a condição de sua alma. Certa feita faltou pouco para que John Newton embarcasse num navio de guerra que levava a bordo um amigo dele. Mais tarde, todavia, ele soube que aquele navio naufragara e que seu amigo, junto com vários outros tripulantes, tinha morrido afogado.
Também foi nessa época que Newton teve um sonho perturbador no qual ele jogava fora um anel que representava toda a misericórdia que Deus lhe reservara. Essas experiências pesaram de forma tremendamente condenatória na consciência de Newton e, por algum tempo, impeliram-no a tratar as questões espirituais com mais seriedade. Contudo, passados alguns dias, ele logo se esquecia daquilo que o levara à sobriedade e continuava sua queda vertiginosa na espiral da perversidade. Newton afirmou: “Eu geralmente considerava a religião como um meio necessário para se escapar do inferno; mas eu amava o pecado e não estava disposto a abandoná-lo”.
Aos 19 anos de idade, Newton foi obrigado a se alistar como aspirante da Marinha para servir no navio HMS Harwich. Passado algum tempo, ele desertou, foi capturado, encarcerado, açoitado a bordo do navio, fustigado com chicote de nove tiras, e rebaixado. Então Newton entrou em terrível depressão e desespero, que o levaram, por vezes, a querer se lançar ao mar e a planejar maneiras de assassinar o capitão que o humilhara. Entretanto, não demorou muito para que a situação dele mudasse, quando o capitão de seu navio fez uma permuta entre ele e marinheiros de um navio que estava preste a zarpar para a África Ocidental à procura de escravos.

A Época no Tráfico de Escravos

Em meados de 1700, o tráfico de escravos era um negócio lucrativo. Mais de 100 mil escravos foram trazidos para o Novo Mundo em navios ingleses.William E. Phipps escreveu: “No século XVIII, a média de mortalidade dos escravos durante o trajeto [da África para algum porto no Caribe ou nos Estados Unidos, onde eram vendidos] em navios ingleses era de aproximadamente quinze por cento”.Cerca de 15 mil escravos africanos morreram a bordo de navios ingleses nessa época.
  

Em meados de 1700, o tráfico de escravos era um negócio lucrativo. Mais de 100 mil escravos foram trazidos para o Novo Mundo em navios ingleses.
Em seu novo ambiente, Newton não fez absolutamente nada para ser benquisto pelos oficiais do navio. Ele compôs uma cantiga de escárnio para ridicularizar o capitão do navio e a ensinou para a tripulação inteira. Após capturar uma lucrativa quantidade de escravos, Newton ganhou a permissão de ficar na África, ao longo da costa da Guiné, onde trabalhava para um traficante de escravos inglês que vivia com uma amante africana. Essa mulher não gostava de Newton. Quando Newton contraiu malária, ela o tratou cruelmente, com insultos e subnutrição para que morresse de fome.
Tempos depois, Newton foi injustamente acusado de roubar o traficante inglês. Ele ficou acorrentado com cadeias no convés do navio daquele homem e foi mantido com pouca comida, água e roupa. Na verdade, ele se tornou escravo daquele homem e, por ironia do destino, recebeu o mesmo tratamento com o qual eram tratadas as pessoas que tinham sido escravizadas com a ajuda dele.
Esse tormento durou um ano, até que Newton convencesse seu dono a cedê-lo para um outro traficante de escravos. Seu novo senhor tratou-o com bondade e o colocou na supervisão das “feitorias” (prisões para escravos localizadas nos portos).
Apesar dos olhos vigilantes de seu antigo senhor traficante de escravos, Newton conseguiu enviar algumas cartas para seu pai, nas quais pedia socorro. Certo dia, um navio mercante denominado Greyhound [i.e., “cão pernalta e veloz”] chegou onde Newton estava. Ele fora enviado àquele lugar por ordem do pai de John Newton. A princípio, Newton hesitou em deixar seu negócio que a essa altura já era lucrativo, mas, por fim, concordou em voltar à Inglaterra. Newton foi mantido cativo na África por 15 meses ao todo.
A bordo do Greyhound em sua viagem de volta, Newton demonstrou ser o homem mais profano e devasso do navio. Certa noite, ele estava tão bêbado, que quando seu chapéu caiu no mar pela força do vento, se outro marujo não o agarrasse pela roupa, ele teria se lançado nas águas em busca do chapéu.
Mais tarde naquela viagem, Newton folheou um dos poucos livros que havia a bordo – Imitation of Christ [i.e., “Imitação de Cristo”]. Newton começou a ler esse livro como um mero passatempo, mas, depois, passou a se perguntar o que lhe aconteceria se aquilo que nele estava escrito fosse verdade. Ele ficou com medo e fechou o livro.

Atingido Pela Tempestade

Naquela noite de 21 de março de 1748, uma violenta tempestade se abateu sobre o navio, que por pouco não afundou. Homens, animais e provisões foram arrastados pela força das águas e caíram no mar. Newton orou a Deus pela primeira vez depois de anos. Ele temia estar à beira da morte e, se a fé cristã fosse verdadeira, estava certo de que não seria perdoado. John refletiu em tudo o que fizera naqueles últimos anos, inclusive a atitude de zombar dos fatos históricos do Evangelho, e ficou abalado.
Passados quatro dias, a tempestade diminuiu. Pela providência de Deus, a cera de abelha, que se encontrava no porão de carga, ajudou que o navio continuasse a flutuar. Newton atribuiu a Deus aquele livramento que tiveram. Ele começou a ler o Novo Testamento com mais interesse. Quando chegou à passagem de Lucas 15, John percebeu os impressionantes paralelos entre a sua vida e a vida do filho pródigo.
O navio ficou à deriva por um mês. Os suprimentos se esgotaram. O capitão culpou a blasfêmia de Newton como a causa dos problemas que enfrentavam e cogitou a hipótese de jogá-lo ao mar, à semelhança de Jonas. O navio avariado finalmente conseguiu seguir seu rumo para a Irlanda do Norte, a tempo de não ser apanhado por um vendaval que começava a ocorrer. Newton reconheceu que Deus respondera sua oração.
Ao chegarem em terra firme, Newton tomou a decisão de não mais xingar e blasfemar. Ele chegou a voltar para a igreja. Entretanto, ainda não era um crente em Jesus. Mais tarde ele declarou: “Penso que aquele foi o início de meu retorno para Deus, ou antes, o retorno dEle para mim; contudo, só considero que vim a ser crente em Cristo (no sentido pleno da palavra crente) muito tempo depois daquele momento”.

Regenerado Pela Fé

Naquela noite de 21 de março de 1748, uma violenta tempestade se abateu sobre o navio, que por pouco não afundou. Newton orou a Deus pela primeira vez depois de anos.
Em 1749 Newton zarpou como primeiro piloto de um navio negreiro. A essa altura, ele já tinha se esquecido do compromisso que assumira e recaiu nas antigas práticas pecaminosas. Enquanto buscava escravos ao longo da costa ocidental da África, John Newton foi novamente acometido de malária, situação que o levou a refletir mais uma vez sobre a sua vida. Diante das misericórdias de Deus para com sua vida, ele estava absolutamente convicto da culpa pelos erros que recentemente cometera. Meio delirante e enfraquecido, Newton se levantou da cama e caminhou com dificuldade até um lugar afastado da ilha. Naquele local, percebendo a futilidade de tomar decisões autoconfiantes, “ele se entregou ao Senhor”, escreve Richard Cecil, “para que Deus fizesse com ele aquilo que fosse do Seu agrado. Ao que parece, nada de novo acontecia em sua mente, exceto o fato de que ele estava apto para confiar e crer num Salvador crucificado”. A incrível graça de Deus preciosamente se manifestou no exato momento em que John Newton creu pela primeira vez.
Daquele momento em diante, a vida de Newton mudou gradativamente. No começo, como acontece com a maioria dos crentes, ele não percebia todas as áreas de sua vida que precisavam ser transformadas pela graça de Deus.
Por exemplo, por cinco anos, ele enfrentou lutas quanto à certeza de sua salvação. Todavia, através do encorajamento dado por outro capitão de navio, que também era crente em Cristo, as dúvidas foram vencidas, conforme Newton declarou: “Eu comecei a entender [...] e a ter esperança de ser preservado e salvo, não por meu próprio poder e santidade, mas pelo imenso poder e promessa de Deus, através da fé num Salvador imutável”.
A mudança mais evidente na vida de Newton se deu na área do tráfico de escravos. Um ano antes de crer em Jesus Cristo, John Newton se tornou capitão de um navio negreiro. Nos quatro anos seguintes à sua salvação, Newton realizou três viagens com o intuito de buscar escravos na África e levá-los para serem vendidos no Caribe. Durante essas viagens, Newton liderou sua tripulação em cultos de adoração e em momentos de oração. Contudo, ele também foi forçado a sufocar rebeliões de escravos, chegando a ponto de utilizar instrumentos de tortura para apertar polegares a fim de arrancar confissões.
Mais tarde, Newton se conscientizou de que o tráfico de escravos e sua participação nele eram algo moralmente ultrajante e repulsivo. Ele afirmou: “a força do hábito, o exemplo e o interesse [comercial] cegaram meus olhos”.
A partir do momento em que o Espírito Santo convenceu John Newton dos males e pecados envolvidos no tráfico de escravos, ele passou a trabalhar incansavelmente para extingui-lo num esforço de décadas. Ele foi orientador e conselheiro de um crente em Cristo mais novo do que ele, chamado William Wilberforce, o qual atuou no Parlamento Britânico. Wilberforce se tornou o mais notável e eficaz abolicionista da história da Inglaterra. Alguns meses antes da morte de Newton, ocorrida em 21 de dezembro de 1807, o Parlamento Britânico aprovou o Decreto da Abolição do Tráfico de Escravos, o que muito alegrou Newton.

A Ternura da Graça

Antes de experimentar a graça salvadora de Deus, John Newton não tinha o menor receio de xingar e proferir palavrões quando relampejava, de blasfemar contra o Deus do céu, de zombar da Bíblia, de ridicularizar a consagração a Deus, de se envolver em atos depravados, nem o mínimo escrúpulo de comprar e vender seres humanos como se fossem objetos ou mercadorias.
Entretanto, John Newton mudou completamente após a sua conversão. Mais tarde, ele se tornou pastor e exerceu o ministério pastoral por 23 anos, sempre salientando em seus sermões o tema da graça de Deus. Ele compôs e publicou centenas de hinos, inclusive o hino intitulado How Sweet the Name of Jesus Sounds [que traduzido quer dizer: “Quão doce soa o nome de Jesus”] (um nítido contraste com a época blasfema de sua vida pregressa), bem como demonstrou incessante hospitalidade em sua casa.
Ele manteve comunhão com alguns dos mais notáveis nomes do avivamento evangélico na Inglaterra, tais como George Whitefield e John Wesley; ensinou e encorajou pessoas influentes como o grande missionário William Carey, o poeta William Cowper, e o abolicionista William Wilberforce; além disso, tornou-se um dos maiores defensores do fim da escravidão na Grã-Bretanha.
Como explicar tamanha transformação na vida de um homem? Semanas antes de sua morte, já velho e debilitado, Newton explicou: “Minha memória praticamente se foi; mas ainda consigo me lembrar de duas coisas: que eu sou um tremendo pecador e que Cristo é um tremendo Salvador”.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Páscoa - Qual o verdadeiro significado?

Qual é a origem e significado da Páscoa? Como surgiu a idéia do coelho e ovos de chocolate? E por que na sexta-feira dizem que não se deve comer carne mas sim peixe?


A páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de março e 25 de abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história regista, ficou pronto no dia 9 de abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?


A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.
Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que esta doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho...
O Peixe, foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor. 

Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?
Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.

Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.

A maior parte das igreja evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha."

Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai." ( Mateus 26:29)

Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:

1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve...

2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29)

Conclusão:
Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente deus espera de cada um de nós.

Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens."

sábado, 2 de abril de 2011

O QUE UNE BRASIL E ISRAEL?

Apesar do Brasil ter escolhido uma senhora para ser seu Deus (aparecida), o DEUS DE ISRAEL têm olhado de uma maneira especial para esta nação. Pois ao articular a aprovação da resolução 181 da ONU que cria um estado, um lar, para o povo Judeu....Oswaldo Aranha trouxe a benção de Deus para o nosso pais.
Esse bravo brasileiro é talvez o maior homem de nossa história e o principal responsável pelo nosso progresso, que digamos assim de passagem....já não somos a 3ª economia do planeta pela casta de políticos ladrões que nos administraram durante os anos. Mas mesmo assim Deus não tem deixado de nos abençoar...Quem era o Brasil antes de 1947? quais as indústrias brasileiras?quanto produzíamos de  petróleo?

Resposta: quase não tínhamos indústrias, havia sido descoberto um ou dois poços de petróleo, éramos um pais pobre, muito explorado pelas grandes potências...enfim...quase não éramos independente.

Mas ao votar a favor da criação do Estado Judaico, logo começou a estourar petróleo em todos os lugares do país, a indústria começou a se desenvolver, o comércio cresceu, e se não fora a ditadura que freou o desenvolvimento do país por uns anos...nós já estaríamos bem mais desenvolvidos. contudo, somos a 7ª economia do planeta, somos a nação que têm a maior reserva de água doce, temos condições de ser o maior produtor de alimentos, maior produtor de energia, maior   reserva ambiental, enfim...somos o país que apresenta as melhores condições de assumir o papel protagonista.
Em contrapartida, a situação dos países que votaram contra a criação do estado judaico não é nada boa. 

Veja a situação atual de cada um:

Afeganistão - não é mais uma nação independente, vive em constantes conflitos internos e obedece a cartilha dos EUA. É um país muito pobre e sem perspectiva de melhoras.
Cuba - é um dos países mais pobres das americas, seu povo não têm liberdade de expressão, sua economia é frágil, passaram por constantes pressões externas para mudar o regime, enfim...é outro fracassado na históra.
 Egito - quen não acompanhou o que aconteceu com esse país nos últimos dias? é um país muito pobre, o índice de analfabetismo é altíssimo, a população não tinha liberdade, e as perspectivas de futuro não são das melhores.
Grécia -  é outra nação em que o anzol de Jeova  está apertando. Pois está vivendo o seu declínio e a população está nas ruas protestando pelo fracasso, o índice de pobreza está aumentando, a violência está desenfreada, o desemprego nas alturas....e o pior...o futuro é tenebroso.
Índia -  talvez seja a que esteja vivendo o seu melhor momento (comparada com as outras), no entanto, possui 1,3 bilhão de habitantes, num território do tamanho da Bahia...imagina a pobreza e a miséria que atinge essa nação? 
Irã - Outro que apesar do seu petróleo, não passa por um bom momento...a população é constantemente vigiada, são proibidas as manifestações publicas, vive em constante conflito internacional, onde a iminência de uma guerra é constante, Além de ser um pato feio entre as nalções...
Iraque - esse país já foi a sede do jardim que Deus fez para o homem, mas talvez ai esteja o segredo de seu fracasso. Pois foi ai que satã teve a primeira vitória contra o homem e Deus amaldiçoou esse lugar. Logo, quando ele cria pêlo...logo há um conflito e volta para a lona. ai já foi a sede do famoso império babilônico, mas hoje vive em desolação, é uma nação pobre e seu povo vive sendo mortos aos milhares e há muita fome e miséria. 
Líbano - é outro que vive em desolação, é um país que não têm obtido sucesso seja no campo político, seja no econômico, quase sempre está sobre intervenção externa. atualmente as tropas da ONU patrulham suas fronteiras devido a guerra do grupo terrorista Hezbollah com Israel. A população vive assustada e em extrema pobreza.
Paquistão - é mais uma nação sem sucesso e fora do hall das nações desenvolvidas...atualmente tropas dos EUA e da OTAN patrulham seu território para tentar proporcionar um pouco de paz para seu habitantes, Não é um país que desperte os interesses  de outros pelo seu desenvolvimento, Pois é extremamente pobre.
Arábia Saudita - essa está começando a receber a pressão dos anzóis Jeova, Pois está tentando de todas as formas que não haja um levante de sua população contra o rei  Abdallah, para isso já deu aumento aos servidores públicos e têm feito aberturas em todas as áreas. No entanto, nunca ficou impune a nação que foi contra o Povo Judeu e desde 2003 que essa  tem enfrentado graves atentados terroristas, Além disso seu regime político é muito fechado e essa  é uma das piores ditaduras do mundo.
Síria -  mais uma nação que não prosperou....é um país pobre e vive em constante conflito interno e externo. Seu povo não têm liberdade de expressão e é uma ditadura pesada, é mais uma que sofre pelo seu histórico.
Turquia - Já dominou o mundo e hoje luta a duras pena para sobreviver. Essa é mais uma  que têm sofrido as conseqüências dos anzóis de Jeová. Pois vive em conflitos internos e a economia está sob forte intervenção européia e do FMI, no sentido de dar uma estabilizada para entrar na zona do EURO.  
Iémen -  é o país mais pobre do Médio Oriente, está passando por constantes conflitos internos. 
Emfim...veja que a situação dos inimigos de Israel não é nada boa. Poir isso agradecemos a Deus por ter iluminado Oswaldo Aranha para trazer bençãos para nossa naçao;

os países que se abstiveram também não estão lá essas coisas...veja:

 Argentina - está se recuperando de uma das maiores crises de sua história. Já foi uma forte economia, mas entrou em declínio.
Chile - Se têm obtido êxito no campo econômico...tem sido atingido por terremotos que terem provocado muitas mortes e prejuízos materiais.
China - Apesar de seu aparente desenvolvimento, ainda está muito longe de ser um paíos desenvolvido, pois tem uma população próxima de 1,5 bilhão de habitantes. Há regiões na China que a população vive em extrema pobreza. Não há liberdade de expressão, é um dos regimes mais fechados do planeta. E ainda não conhecem o Deus de Israel de verdade, pois há forte repressão aos cultos. 
 El Salvador -  é um pais que vive sob a iminência de constantes furacões, não apresenta nenhuma expressão no hall das nações desenvolvidas.
Etiópia - é um dos países mais pobres da Terra.
Honduras - também vive na iminência de constantes furacões....não é um país que se mereça destaque.
Iugoslávia - nem existe mais...rsrs...foi dividida em várias nações...
México -  é um dos países com maior índice de violência da globo. 80% da população têm medo de ser assaltada. Há um pânico generalizado no páis com a onda de crimes e roubos que assolam a nação.
Reino Unido - se mete em tudo. Mas foi fortemente atingida pela crise global...está tentando se recuperar inventando algumas guerrinhas para vender armas...kkkk....

Veja os países que votaram a favor do estado judaico:

Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Canadá, Checoslováquia, Costa Rica, Dinamarca, EUA, Equador, Filipinas, França, Guatemala, Haiti, Holanda, Islândia, Libéria, Luxemburgo, Nicarágua, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Peru, Polónia, República Dominicana, Suécia, Ucrânia, União Sul Africana, URSS, Uruguai e Venezuela


A CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL


Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisa semelhante? Pode, acaso, nascer uma terra num só dia? Ou nasce uma nação de uma só vez? Pois Sião, antes que lhe viessem as dores, deu à luz seus filhos”. (Isaías 66:8)

Jerusalém
Quem merece receber parabéns pelos sessenta e três anos do Estado de Israel? De uma maneira geral, muitos são dignos de ser congratulados: o povo de Israel, a Organização das Nações Unidas, o brasileiro Osvaldo Aranha, todos aqueles que participaram daquela histórica assembléia da ONU, que votou pela criação de um Estado soberano para os filhos de Israel, na Terra a eles destinada pelo Senhor. Parabéns, ainda, aos israelenses que continuaram crendo nas promessas do Deus de Israel, mesmo passando por terríveis provações. Todos esses, e muitos outros que não cito agora, merecem ser felicitados.



HISTÓRIA DE ISRAEL

A história judaica começou há mais ou menos 4000 anos (c. séc. XVII a.C.) - com o patriarca Abraão, seu filho Isaque e seu neto - Jacó.
 

O Êxodo e o assentamento

Após 400 anos de servidão, os israelitas foram conduzidos à Terra de Israel e todos os anos celebram as festas de Pessach (a Páscoa judaica), Shavuot (Pentecostes) e Sucot (Festa dos Tabernáculos) relembrando os eventos ocorridos naquela época.

A Monarquia

O reinado de Saul permitiu a transição entre a organização tribal já frouxa e o pleno estabelecimento da monarquia, sob David, seu sucessor. Davi unificou as doze tribos israelitas num só reino e estabeleceu a capital de Jerusalém. Salomão garantiu a paz para o seu reino e a construção do Templo de Jerusalém.
 
A Monarquia dividida

Após a morte de Salomão (930 a.C.), ocorreu a cisão das tribos do norte e a divisão do país em dois reinos: o reino setentrional de Israel, formado pelas dez tribos do Norte, e o reino meridional de Judá, no território das tribos de Judá e Benjamim.

Primeiro Exílio (586 - 538 a.C.)

O exílio na Babilônia, que se seguiu à destruição do Primeiro Templo, marcou o início da Diáspora Judaica.

Dominação Estrangeira
Os Períodos Persa e Helenístico (538-142 a.C.)

Durante quatro séculos, os judeus viveram sob diferentes graus de autonomia sob o domínio persa (538-333 a.C.) e helenístico - ptolemaico e selêucida
(332-142 a.C.)

A Dinastia dos Hasmoneus
( 142-63 a.C.)


Sob a dinastia dos Hasmoneus durante 80 anos, o regime atingiu consolidação política e a vida judaica floresceu.

 O Domínio Romano
(63 - 313 a.C.)


Quando os romanos substituíram os selêucidas, eles concederam ao rei Hasmoneus Hircano a II autoridade limitada. Após a derrota dessa dinastia por Matatias Antígono, ocorreu o fim do governo dos Hasmoneus (40 a.C.) e o país tornou-se, então, uma província do Império Romano.

O Domínio Bizantino
(313-646 d.C.)


No final do século IV, após a conversão do imperador Constantino ao cristianismo e a fundação do Império Bizantino, a Terra de Israel se tornara um país predominantemente cristão.

Domínio Árabe (639-1099 d.C.)

A conquista do país pelos árabes ocorreu quatro anos após a morte de Maomé (632 d.C.) e durou mais de quatro séculos, sob o governo de Califas.

Os Cruzados (1099-1291 d.C.)

Nos 200 anos seguintes, o país foi dominado pelos Cruzados que, atendendo a um apelo do Papa Urbano II, partiram da Europa para recuperar a Terra Santa das mãos dos “infiéis”. O domínio cruzado sobre o país chegou ao fim com a derrota final frente aos mamelucos (1291 d.C.).

O Domínio Mameluco (1291-1516 d.C.)

Sob o domínio mameluco, o país tornou-se uma província atrasada, cuja sede de governo era em Damasco. O período de decadência sob os mamelucos foi obscurecido ainda por revoltas políticas e econômicas, epidemias, devastação por gafanhotos e terríveis terremotos.

O Domínio Otomano (1517-1917 d.C)

Após a conquista otomana, em 1517, o país foi dividido em quatro distritos, ligados administrativamente à província de Damasco.

O Domínio Britânico (1918-1948)

Em julho de 1922, a Liga das Nações confiou à Grã-Bretanha o mandato sobre a Palestina.

O Estado de Israel - 1948 


Papel histórico do Brasileiro OSWALDO  ARANHA no cumprimento da Profecia de Amós – 9:10 a 15 em nossos tempos.

Durante o reinado do Rei Uziá da Judéia e do Rei Yeroboam II da outra parte de Israel (há cerca de 2.600 anos), viveu o Profeta Amos. Era descendente da tribo de Asher, e originário da cidade de Tekoa.  Amós foi um discípulo do Profeta Hosea, em sua juventude ele não foi educado junto com os outros profetas; trabalhava como pastor, cuidando dos seus rebanhos no vale de Asher. Porém mais tarde foi chamado pelo Eterno para divulgar suas profecias.
Ele admoestava constantemente o povo e os advertia a não abandonarem as leis da Torá. Amós previu o julgamento Divino sobre os povos ao redor das fronteiras da Terra de Israel: os sírios a leste, os filisteus - ou palestinos- a oeste, os fenícios ao norte e Edom, Amon e Moab ao sul, que pelas suas práticas bárbaras e por infligirem sofrimento ao povo judeu, todos seriam amaldiçoados.

Amós não hesitou em censurar seu próprio povo nos termos mais enfáticos. Previu a guerra, a derrota, a destruição e grande sofrimento para seu povo por causa da sua falha em levar uma verdadeira vida de Torá. Previa ocupação, destruição, na terra dos judeus.  No entanto, suas últimas profecias descreveram os esplêndidos e gloriosos dias de restauração  do Estado de seu povo.
À primeira vista, a reinauguração da Rehovot (rua em hebraico)  OSWALDO  ARANHA na maior cidade de Israel Tel Aviv por ocasião da realização  do I Festival Gospel em Jerusalém realizado pela Comunidade Brasil Israel, entidade dirigida pela Reverenda Jane Silva já poderia ser apresentada como um grandioso gesto de reconhecimento do Estado judeu ao papel assumido por este estadista brasileiro como mentor da resolução 181 da Assembléia Geral da ONU de 29.11.1947  que cassou o mandato britânico na Palestina, partilhando-a entre seus habitantes árabes e judeus, segundo o direito de autodeterminação dos povos.

Mas para os brasileiros que têm nos valores e princípios humanos emanados da Sagrada Escritura de judeus e cristãos a Resolução da Partilha da Palestina,181 da ONU há um significado ainda mais profundo e extraordinário. 
 De fato, a história do povo judeu de mais de 3.500 anos, cheios de glórias, mas também repleto de pesado ônus pelo honroso, mas pesado fardo de ter sido escolhido o povo eleito pelo Eterno para manter viva entre os povos a luz da Bíblia, tem no ano 135 da Era Cristã o marco de mais uma de suas maiores tragédias nacionais, a derrocada da última das revoltas contra o império romano, liderada por Bar Khoba.  Dezenas de milhares de hebreus foram mortos, outro tanto foram vendidos como escravos, triste epílogo da última luta do povo judeu por sua liberdade.
Sufocados os rebeldes o imperador Adriano iniciou uma campanha de extinção dos judeus, da Judéia, e de tudo o que ela representava. Emitiu decreto em que proibia aos israelitas a observar o que lhes era mais sagrado, observar os preceitos da Bíblia, observar o sábado, o ensino da Tora. O terror foi implantado para investigar os judeus que praticavam secretamente a sua religião, matando-os cruel e sistematicamente, como o rabino Akiba que torturado até a morte exalou o último suspiro exclamando, a desafiar a idolatria romana: “Deus é único”. A par, a cidade sagrada de Jerusalém foi transformada numa cidade pagã, recebendo o nome de “Elia-Capitolina” em honra ao imperador Elia-Adriano e de um dos seus deuses:- Júpiter Capitolino”. . O lugar do sepulcro de Cristo foi erigido um templo de Vênus. Foi vedada a entrada de hebreus, sob pena de morte. Centenas de milhares dos vencidos foram obrigados ao exílio pelo mundo, gerando a situação da Diáspora- a dispersão dos judeus, imaginando Roma que ocorreria aos judeus o seu total desaparecimento do mundo, tal qual ocorrera com todos os povos que perderam o seu torrão natal. 

Intentava, pois, a brutal repressão romana o império romano liquidar de vez da terra o povo judeu, e tudo o que ele representava para a humanidade, principalmente como o protagonista da história da Bíblia.
Pois bem, o todo poderoso império romano enganou-se redondamente. Roma desapareceu para sempre na história, mas os judeus e sua Bíblia persistiram séculos afora, resistindo aos mais brutais perseguições, como os massacres das cruzadas, a Inquisição, culminando com o Holocausto, a matança em massa de seis milhões de judeus, dos quais, 1,5 crianças, genocídio perpetrado na Europa Ocupada na II Guerra Mundial (1939-1945) pelo regime nazista de Adolf Hitler, cujo principal objetivo era o de eliminar de vez da terra o povo judeu.
Derrotado o diabólico regime nazista, os judeus da Palestina a partir do término da II Guerra passaram a lutar pelo renascimento do Estado nacional, se rebelando contra o império britânico que dominava a região desde 1918.  Tal rebelião viria a sofrer uma brutal repressão por parte dos ingleses:- mobilizaram 100 mil soldados para liquidar o movimento de libertação de 650 mil habitantes judeus. Estabeleceram estado sítio, enforcaram rebeldes, mas os israelitas resistiram, indo a “questão palestina” parar na ONU. O governo britânico queria mais poderes para sufocar a rebelião judaica na Terra Santa.
Aqui, começou, então, uma série inolvidável de maravilhas: mas a ONU ao invés de acolher o pedido britânico, como todos esperavam que iria ocorrer, foi inspirada a criar uma comissão especial para a Palestina (UNSCOP em inglês) para apurar a situação da região e propor a solução.  A comissão investigou, e concluiu para o desencanto do império britânico, que a Terra Santa deveria ser libertada, sendo criado em seu lugar os Estados nacionais dos judeus e dos palestinos.        Por isso esta proposta tomou o nome de “Partilha da Palestina”.

Embora insatisfeita, os ocupantes britânicos nutriam a confiança de que jamais tal proposta poderia ser aprovada na ONU por que seria necessária a proposta da UNSCOP ser aprovada pela Assembléia Geral da ONU por maioria de 2/3, praticamente impossível de ser alcançada, por que exigiria os votos favoráveis do bloco dos Estados Unidos e da União Soviética, então engalfinhados na chamada Guerra Fria, um repelindo, combatendo o outro em tudo. Jamais tinham votado do mesmo lado em decisões da Assembléia. Além disso, o mundo árabe e o mundo islâmico repudiaram violentamente a Partilha, prometendo invadir militarmente a Terra Santa para impedir a criação do Estado judeu, a ameaçar uma matança de judeus que “faria inveja aos massacres mongóis”, “joga-los ao mar”, etc.
Se satisfeitos com a proposta da Partilha, os israelitas temiam que ela não fosse aprovada na Assembléia. Receio tinha fundamento. Não apenas seria inviável colocar juntos os Estados Unidos e União Soviética, como o candidato mais forte para ser o presidente da Assembléia era da Austrália, país então muito ligado ao império britânico,  não se mostrando favorável à Partilha.
Mas para surpresa geral, de repetente, inopinadamente, o candidato australiano se afasta,  surgindo o outro candidato à presidência, o representante brasileiro na ONU, Oswaldo Aranha. Seria sob sua égide que seria aprovada, ou não, a Partilha.

Outro fato surpreendeu a todos. A União Soviética, cujo chefe de governo Stalin, era um materialista fero inimigo dos judeus, para outra surpresa geral passou a defender com ardor a Partilha. Por outro lado, o presidente Truman dos Estados Unidos fortemente pressionado pelo poderoso lobby das empresas petroleiras americanas que explorava o petróleo nos países árabes, principalmente Arábia Saudita, mostrava-se indeciso em apoiar a proposta da UNSCOP. Mas, num momento, após uma entrevista com seu antigo amigo e sócio judeu, Truman se manifesta franca e abertamente a favor da Partilha. O que teria acontecido?  O israelita explicou: ora..., apenas mostrei-lhe algumaspassagens da Bíblia....
Abriu-se para os judeus a porta de uma tênue esperança para que ocorresse o impossível a votação favorável dos blocos Truman passa também a apóiá-la, arrostando forte oposição de Departamento de Estado, onde a influência das petroleiras islamitas era decisiva.

Por se tratar de território tutelado pela ONU, a proposta da UNSCOP sobe à apreciação da Assembléia Geral (AG), presidida pelo estadista brasileiro, Oswaldo Aranha, na reunião do dia 26.11.1947. O presidente da AG  foi inspirado a observar a presença dos delegados, chegando à preocupante conclusão que, se posta em votação, não alcançaria o elevado quorum de 2/3 para aprová-la, voltando a Palestina à condição de terra tutelada pela ONU pelo mandato britânico, ficando o retorno dos judeus à Terra Santa, a profecia de Amós  adiado por tempo indeterminado. O que a presidência poderia fazer para impedir deste desfecho dentro da legalidade,  sem afrontar as normas da Assembléia? A situação na Assembléia Geral  se configurava desastrosa para a recriação de Israel, adiando o cumprimento da profecia de Amos. Os judeus já imaginavam um “black Wendesday” para a criação do Estado judeu na Terra Santa.
 Mais uma vez inspirado pela Divina Providencia, Oswaldo Aranha teve a idéia de chamar a liderança judaica que estava sumamente preocupada com que poderia ocorrer, pensando que só uma maravilha poderia mudar os rumos da reunião. O estadista brasileiro solicitou-lhes que diligenciar entre os paises membros da ONU para aumentar o número de oradores inscritos, pois, o presidente só estaria obrigado a abrir a votação após o esgotamento da lista de inscritos para discursar.  Com isso, poderia haveria um alivio para que os representantes judeus pudessem trabalhar com mais tempo para persuadir que mais delegados da ONU a comparecessem à AG para aprovarem a Partilha da Palestina.
 A idéia inspirada em OSWALDO  ARANHA, simples mas sumamente eficaz, como ocorre no cumprimento da vontade de Deus. A lista de oradores aumentou, possibilitando legalmente o presidente da Assembléia esgotar o tempo, adiando para o dia 29 de novembro de 1947 a votação da proposta da UNDCOP, a cassação do mandato britânico, oferecendo a oportunidade aos habitantes judeus e árabes da Palestina Britânica a exercitarem o direito de autodeterminação dos povos, criando o seus respectivos Estados nacionais livres e independentes.

Exatamente no dia 29 de novembro de 1947, a Assembléia da ONU, sob a presidência do estadista brasileiro Oswaldo Aranha colocou em votação a proposta da Partilha da Palestina Britânica. Por incrível quepareça, a proposta defendida pelos judeus vingou, superando um obstáculo que parecia impossível de ser vencido, a conquista dos 2/3 de votos dos países membros. Assim, Oswaldo Aranha pôde declarar ao final da votação:  a favor 33 países, contra 13 países. Sob intenso júbilo da platéia, declarou aprovada a Partilha da Palestina, transformando-a na Resolução 181, de cumprimento obrigatório para todos os membros da ONU, dando o primeiro passo para o cumprimento da profecia de Amós em nossos tempos, e pela mão de um estadista brasileiro, Oswaldo Aranha.  O nosso país, o  Brasil  participou dessa obra de Deus.
Infelizmente, inconformados com o resultado da Assembléia Geral, todos os países islâmicos votaram em bloco contra a recriação de Israel, já configurando um repúdio à realização profecia, prometendo impedir militarmente a implementação da Res. 181,  já prognosticando uma feroz campanha contra a existência do Estado judeu na Terra Santa. 
E de fato, quando em 14 de maio de 1948, quando foi declarada Independência de Israel, a Palestina Britânica foi invadida por cinco poderosos exércitos árabes, correspondendo a mais de 40 milhões de islamitas, com o ostensivo propósito de jogar os 650 mil judeus, habitantes da Palestina ao mar, num massacre mongol, a eliminar a existência do Estado judeu na Palestina, impedindo o cumprimento  da Profecia de Amós.
Todavia, graças a outras maravilhas, Israel resistiu ao poderoso ataque e venceu os inimigos, repetindo em nossos tempos a façanha de David contra Golias, garantindo a sobrevivência da profecia de Amós. Mas esta é outra história da mão de Deus em defesa do Estado judeu, Israel
Com a resolução da ONU de 19 de novembro de 1947, em 14 de maio de 1948, data em que terminou o Mandato Britânico, a população judaica na Terra de Israel era de 650.000 pessoas, formando uma comunidade organizada, com instituições políticas, sociais e econômicas bem desenvolvidas.Apenas três anos após a cruel tentativa de Adolf Hitler exterminar o povo judeu, o Estado de Israel foi estabelecido em 29 de novembro de 1947, naquela votação inédita. Seis meses depois, em 14 de maio de 1948, pela persistência e firmeza dos que criam que aquela terra lhes pertencia, foi fundado o Estado judeu.

Como esse assunto é mais espiritual do que político, as nações árabes se uniram para rejeitar o plano e atacaram a recém criada nação. Foi a Guerra da Independência, vencida heroicamente pelo povo da promessa.


A principal palavra de agradecimento, de louvor, de exaltação e de honras, portanto, deve ser dada ao Fiel e Imutável, Deus Eterno, que fez a promessa a Abraão e a sua posteridade depois dele e, no tempo devido, a nossa geração viu o cumprimento dessa promessa. Deus é fiel e não falha jamais, nem retarda Suas promessas, ainda que alguns a tenham por tardia. (II Pedro 3:9)


A Declaração da Independência de Israel define que esse Estado será baseado na liberdade, justiça e paz, de acordo com as visões dos profetas de Israel; ele vai assegurar completa igualdade de direitos sociais e políticos de todos os habitantes, independente de religião, raça ou sexo; A Declaração diz que o Estado garantirá a liberdade religiosa, de consciência, de linguagem, educação e cultura; garantirá também os lugares santos de todas religiões e será fiel aos princípios da Carta das Nações Unidas.


Diz ainda o seu texto que Israel estenderá a mão a todos os países vizinhos para a construção, juntos, de um futuro de paz e prosperidade na região. Os princípios de direitos humanos e de direitos civis em que se fundamenta essa Carta Magna têm prevalecido garantindo a força da democracia de Israel.


David Ben Gurion
É interessante que se diga que a Resolução 181 da ONU, de novembro de 1947 estipulou o estabelecimento de dois estados na região chamada de Palestina – um judeu e um árabe. Os árabes rejeitaram a Resolução para que não fosse implementada, e cinco países iniciaram uma guerra, que ficou conhecida como Guerra da Independência, antes mesmo da completa retirada das forças britânicas. Em pleno curso dessa guerra, David Ben Gurion leu a Declaração que estipulava: “o estabelecimento de um Estado Judeu, em Eretz Israel, com o nome de Estado de Israel”. Essa mesma Resolução estabelece a Lei do Retorno, que permite a qualquer judeu, que viva em outras nações, de voltar a sua terra e ali receber cidadania.


Dois povos, o mesmo direito outorgado a ambos – um recebeu, o outro preferiu rejeitar e buscar a guerra. Um recebeu o pouco que lhe estava sendo dado, creu e se estabeleceu e tem feito o deserto florescer; o outro até hoje guerreia e insufla outros contra aquele povo que tem feito do seu país, um lugar de prosperidade e que jamais será destruído, pois foi o Deus de Israel que assim decidiu.


Em toda a história deste povo, vemos a fidelidade e o cuidado de Deus ao cumprir as Suas promessas. Hoje o Estado de Israel comemora 60 anos, como prova de que o Deus Eterno verdadeiramente tem fortalecido e  guiado o povo que escolheu como Seu. O Todo Poderoso continuará cumprindo cada uma das promessas à Nação que é descendência de Abraão, amigo de Deus



Em 1947, após a queda de Getúlio, o prestígio de Oswaldo Aranha, descendente de Tomé 

OSWALDO ARANHA. 
Homem de diálogo eficiente, os improvisos de Aranha eram famosos.
O presidente Eurico Gaspar Dutra o nomeou Chefe da Missão Brasileira junto à ONU (Organização das Nações Unidas).
Foi eleito Presidente da ONU em 1947 e reeleito em 1948.
Oswaldo Aranha inaugurou, na primeira Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU, em 1947, a tradição que se mantém até hoje de ser um brasileiro o primeiro orador deste grande e importante foro internacional.
Em 16 de setembro de 1947, preside a sessão da ONU em que é aprovada a partilha da Palestina, com a futura criação do Estado de Israel em 1948. Em razão de ter dado pátria ao povo judeu, seu nome é considerado uma legenda em Israel.


Leia o que a imprensa relatou na época  a respeito de tal fato


VEJA, maio de 1948

Depois de uma espera de 1.878 anos, os judeus ganham
um país. Mas a independência de Israel não encerra a longa marcha:
a diplomacia fracassou e a guerra com os árabes continua
O nascimento de uma nação: palco improvisado, estrelas de Davi e a histórica declaração do patriarca David Ben-Gurion



s cadeiras vieram emprestadas de cafés vizinhos. Os microfones, de um empório musical. Dois carpinteiros chamados às pressas ergueram o palco de madeira em tempo recorde. Um retrato do pioneiro sionista Theodor Herzl foi colocado em posição de destaque no salão principal, ladeado por duas bandeiras gigantes com a estrela de Davi (símbolo ancestral do povo judeu), lavadas e passadas de forma expedita para a ocasião. Em um piscar de olhos, o Museu Nacional de Tel-Aviv transformou-se para sediar uma cerimônia aguardada pelos hebreus há exatos 1.878 anos – desde que a destruição do Segundo Templo pelos romanos, em 70 d.C., acabou com a soberania dos judeus em Jerusalém e deu início à segunda diáspora dos seguidores de Isaac. No compromisso deste 14 de maio de 1948, porém, a história seria finalmente reescrita: a terra prometida estava voltando às mãos dos judeus.

Os convites para a reunião, marcada para as 16 horas, foram impressos na véspera e distribuídos apenas na manhã do dia do evento, com um pedido de segredo aos cerca de 250 convidados para evitar qualquer interferência externa. Entre os locais, porém, foi impossível segurar a alvissareira notícia, que rapidamente se espalhou por Tel-Aviv e levou, já por volta do meio-dia, uma multidão a cercar o local da congregação. De qualquer forma, poucas horas depois de o mandato britânico na Palestina ter se encerrado, sem maiores sobressaltos, em uma cerimônia célere, demarcada pelas firmes batidas do martelo de nogueira de David Ben-Gurion, presidente do Conselho Provisório de Estado sionista, a criação da nação judaica na Palestina – o estado de Israel – foi solenemente anunciada aos quatro ventos.
O troco árabe: destruição em Tel-Aviv
Lida por Ben-Gurion e assinada pelos 24 dos 37 membros da assembléia presentes ao histórico evento, a declaração de independência do mais novo país do globo buscou no passado histórico e no presente político as bases morais e legais para sua fundação. O documento notificava que a Terra de Israel era o local de nascimento do povo judeu e que o movimento sionista era testemunho do papel representado pela Palestina em sua história e religião. Dizia também que a declaração de Balfour e a partilha das Nações Unidas, além do sacrifício dos pioneiros sionistas e da tormenta sofrida com o Holocausto, davam aos judeus o direito inalienável de estabelecer seu estado no Oriente Médio. A cerimônia, transmitida pela Kol Yisrael, "a voz de Israel", tornada rádio oficial do novo estado sionista, provocou uma explosão incontida na população hebraica em todos os rincões da Palestina. Enquanto dentro do Museu Nacional de Tel-Aviv o público, emocionado, entoava a plenos pulmões a Hatikvah (tradicional canção judaica que celebra a esperança), do lado de fora do recinto, assim como em diversas cidades da nova nação – à exceção de Jerusalém, que se encontrava sem eletricidade –, populares ganhavam as ruas para congratular-se uns aos outros.
Combates ferrenhos - Em meio aos festejos, contudo, era possível notar no semblante de David Ben-Gurion que o calejado líder não comungava do regozijo de seus pares. Antes de sair do local, acompanhado da mulher, Paula, confidenciou, diligente, a um de seus auxiliares: "Não sinto alegria dentro de mim. Apenas uma ansiedade profunda, como no último 29 de novembro [data do anúncio da partilha da ONU, aceita pelos judeus mas rejeitada pelos países árabes], em que eu mais parecia um lamentador num banquete." Se, para muitos, o dia 14 de maio marcava o fim de um périplo de dois mil anos por um lar nacional, para Ben-Gurion era apenas o começo. E a história não demorou a prová-lo correto.
Os ataques árabes vieram de imediato. Exércitos de cinco países – Líbano, Síria, Egito, Iraque e Transjordânia (a Legião Árabe, treinada pelos britânicos) – acometeram, naquela mesma tarde, o território então dominado pelos judeus em diversos pontos de suas fronteiras. Combates ferrenhos se seguiram nas duas últimas semanas deste mês, com os defensores buscando manter suas posições contra as investidas na maioria das vezes desorganizadas dos vizinhos. A diferença na quantidade e qualidade de armamentos é abismal – o arsenal judeu é escasso e antiquado, por conta da restrição britânica de importação de armas durante o mandato, enquanto o árabe é mais moderno e volumoso, arrematado em boa parte da própria Grã-Bretanha. Ainda assim, os hebreus, com suas forças bem coordenadas, lograram importantes êxitos militares, frustrando a previsão de um acachapante massacre árabe.
O conde Bernardotte: missão espinhosa
No calor da guerra, com a comunidade internacional clamando por uma solução pacífica e os exércitos chegando ao limite de suas forças, o Conselho de Segurança das Nações Unidas apresentou, no dia 20, uma proposta de trégua – bem recebida por ambos os lados e aprovada nove dias depois. O cessar-fogo, negociado pelo conde sueco Folke Bernardotte, mediador da ONU, entra em vigor no dia 11 de junho e é válido por um mês – período em que nenhum imigrante poderá ser recrutado, e que todos os combatentes estarão proibidos de receber qualquer tipo de armamento. Enquanto isso, o Conselho de Segurança prepara um novo plano de conciliação – que, seja qual for, miseravelmente estará fadado ao fracasso. A partir de agora, não há dúvidas, apenas as armas falarão por árabes e judeus.
Corrida contra o tempo - Legitimada tanto pela declaração de Balfour, em 1917, como pela partilha aprovada pelas Nações Unidas, no ano passado, a instalação de um estado judeu na Palestina esteve perigosamente ameaçada nos dias que precederam o anúncio em Tel-Aviv. E não somente por conta da batalhas entre árabes e judeus pelo controle das cidades deixadas para trás pelos britânicos, às vésperas do encerramento do mandato. Nem por causa da ameaça de invasão dos países árabes, cuja oposição à idéia já era conhecida de cor e esperada pelos sionistas. Reunidas em palácios de governo e nas Nações Unidas, as grandes potências mundiais buscaram até o último suspiro evitar a independência de Israel – cada uma, claro, visando resguardar seus interesses no Oriente Médio.
A Grã-Bretanha, que desde o anúncio da partilha havia adotado uma política de não-cooperação com as Nações Unidas na questão Palestina para não melindrar seus aliados árabes, recorreu de forma esbaforida ao órgão no final de abril, quando os hebreus consolidaram sua vitória em Haifa. A mera sugestão de ameaça à soberania árabe trouxe arrepios aos súditos da rainha, que, poucas semanas antes, ainda manifestavam a certeza de que os árabes rapidamente conquistariam os territórios destinados às comunidades judaicas. No início daquele mesmo mês, o comandante das forças britânicas na Palestina, general sir Gordon Macmillan, havia dito que os árabes "não teriam dificuldade em dominar todo o país". (De forma menos técnica, o secretário das Relações Exteriores bretão, Ernest Bevin, prevera ainda no ano passado que os judeus teriam suas "gargantas cortadas".)
Com a demonstração de força dos judeus nas batalhas pré-14 de maio, porém, Arthur Creech-Jones, secretário colonial da Grã-Bretanha, propôs em 23 de abril que a Assembléia Geral da ONU pensasse em um objetivo "mais modesto" do que a partilha – uma solução paliativa sem a pretensão de resolver o conflito entre árabes e judeus. Desta vez, garantia o dignitário, a coroa ofereceria todo seu auxílio. Os diplomatas consideraram que o súbito desejo de engajamento britânico era por demais tardio e ignoraram o apelo.
Na resistência: integrantes da Haganá resgatam homem ferido em bombardeio egípcio
As ações de bastidores dos Estados Unidos da América, por sua vez, geraram desdobramentos até à véspera da retirada britânica – e reverberaram, curiosamente, menos nas Nações Unidas do que entre o Conselho Provisório de Estado sionista. Até o início deste ano, os americanos acreditavam que a divisão da Palestina aconteceria de forma cirúrgica. Contudo, a escalada das hostilidades e a pressão da Liga Árabe em Washington e nas companhias de petróleo – que controlavam, em dados do ano passado, 42% das reservas do Oriente Médio e desenvolviam planos de expansão – levaram os americanos a rever paulatinamente sua posição pró-sionista e recomendar, em 19 de março, a suspensão da partilha, para horror da Agência Judaica. Warren Austin, embaixador dos EUA no Conselho de Segurança, sugeriu que fosse adotada uma administração conjunta da ONU na Palestina.
Mal recebido pelas outras delegações, o plano foi considerado um ataque à autoridade das Nações Unidas. A União Soviética, mantendo sua posição pró-partilha, protestou, argumentando que os Estados Unidos estavam preocupados apenas com o petróleo árabe e que não havia bases legais para sustar o plano aprovado em novembro. Indignado, o secretário-geral da ONU, o norueguês Trygve Lie, propôs que tanto ele como o representante americano renunciassem aos respectivos postos em protesto à afronta – ação negada por Austin. Na virada do mês, a Liga Árabe e a Agência Judaica rechaçaram oficialmente o plano de administração conjunta por um ano – mas os Estados Unidos não desistiram, clamando ainda por uma trégua temporária.
Pulga atrás da orelha - No início de maio, Dean Rusk, secretário-assistente de Estado, mandou um recado aos sionistas. A declaração de independência deveria ser ao menos protelada; caso contrário, Washington poderia bloquear as transferências de fundos filantrópicos dos judeus americanos para a nação caçula. Impressionado, o chefe da Agência Judaica na América, Nahum Goldmann, transmitiu as informações à central – Ben-Gurion, contudo, não se deixou intimidar, e, no dia 4, devolveu um cabograma a Rusk negando o adiamento. Quatro dias depois, o secretário de Estado George Marshall e o subsecretário Robert Lovett encontraram-se na capital com Moshe Shertok, ministro das Relações Exteriores da administração provisória judaica. Desta vez, não houve ameaças: os americanos apenas ponderaram que a invasão dos árabes era iminente, e que, se os judeus insistissem na emancipação imediata, não deveriam recorrer à ajuda dos Estados Unidos – que ainda mantinham, apesar dos protestos em diversas cidades, o embargo de armas ao Oriente Médio.
O norueguês Lie, da ONU: uma afronta
Shertok lamentou o fato de os americanos não terem mantido o apoio à resolução da partilha, e atribuiu de antemão boa parte do futuro derramamento de sangue na Palestina ao recuo dos Estados Unidos, que teria encorajado os árabes em sua beligerância. E, nesse ponto, a resposta de Marshall colocou uma pulga atrás da orelha do judeu. "Compreendo o peso de suas palavras. Não sou eu quem devo dizer-lhe o que fazer. Porém, como militar, gostaria de alertá-lo: não confie em seus consultores militares. Sim, eles acabaram de registrar alguns sucessos. Mas o que acontecerá se houver uma invasão prolongada? Isso irá enfraquecê-los. Tive esta experiência na China. No começo, foi uma vitória fácil. Agora eles estão lutando há dois anos e perderam a Manchúria". As palavras de Marshall ainda ecoavam nos ouvidos dos líderes sionistas na Palestina quando os membros da Administração Nacional – embrião de um gabinete recém-criado pelo conselho provisório – reuniram-se para decidir, em 12 de maio, pela proclamação imediata ou não do estado judeu. As deliberações duraram nada menos do que onze horas. Golda Meyerson, diretora do departamento político da Agência Judaica, relatou o fracasso de sua negociação com o rei Abdullah da Transjordânia, em uma viagem secreta àquele país – a derradeira tentativa de um compromisso pacífico entre as partes.
O jovem oficial Yigael Yadin, comandante de operações da Haganá, força de defesa judaica, apresentou seu relatório sobre o teatro de operações aos membros. As tropas hebraicas haviam garantido o controle das linhas de comunicação no interior da Palestina, mas em algumas regiões a situação era crítica. Metade de Jerusalém, por exemplo, estava nas mãos dos árabes – incluindo a malha rodoviária dos arredores, pela qual a Legião Árabe naquele momento marchava rumo à cidade. Yadin também demonstrava preocupação quanto à escassez do arsenal judeu. Pessoalmente, o comandante acreditava que, com a evacuação britânica programada para dali a dois dias, armas e material humano poderiam ser rapidamente integrados às tropas, com 50% de chances de sucesso contra o assalto árabe. Cauteloso, não descartava que uma trégua temporária fosse interessante, para possibilitar o reforço das tropas judaicas sem sacrificar os objetivos políticos.
Ben-Gurion, porém, acreditava que a proclamação da independência fortaleceria o ânimo e o espírito não somente dos combatentes, mas também da população, que precisaria estar preparada para a inevitável perda de territórios e vidas. Já o adiamento poderia representar um anticlímax e abalar o moral das tropas. Ao final da assembléia, convocou-se o sufrágio que definiria o próximo passo. Por uma apertada margem de seis votos a quatro, o gabinete decidiu rejeitar a proposta americana de trégua e declarar, assim que a Union Jack fosse baixada em Jerusalém, dali a dois dias, a criação do estado judeu na Palestina. Contatado por telefone em Nova York, o tarimbado Chaim Weizmann, chefe da Agência Judaica, assentiu. "Proclamem o estado, não importa o que aconteça." Após dar sua sentença, o veterano explodiu, em iídiche. "O que estão esperando, os idiotas?"
Presidentes: Truman e Weizmann (à dir.)
Êxitos e temores - Horas depois da cerimônia de proclamação de independência em Tel-Aviv, Chaim Weizmann foi nomeado presidente de Israel, e Ben-Gurion, primeiro-ministro. Em seguida, o Conselho de Estado revogou por unanimidade o Livro Branco de 1939, documento inglês que regulava a imigração de judeus para a Palestina. Ainda no dia 14 de maio, por intercessão direta do presidente Harry Truman, os EUA, apesar de toda a oposição à independência, foram os primeiros a reconhecer o estado de Israel, causando surpresa entre os diplomatas das Nações Unidas. Andrei Gromyko, representante da União Soviética, criticou os americanos, por colocar a assembléia em uma "posição ridícula". Fontes próximas a Truman garantem que o comandante-em-chefe andava descontente com as trapalhadas de seus assessores e que sentiu a importância estratégica de se antecipar a Moscou no reconhecimento dos sionistas – além de tudo, não custa lembrar que este é um ano eleitoral na América, e os votos da enorme comunidade judaica podem ser decisivos.
A União Soviética reconheceu Israel dois dias depois – a confirmação dos comunistas já era esperada, tendo em vista que a criação de um estado judeu moderno, com forte espírito nacionalista, era mais interessante para as pretensões históricas de Moscou de ter uma base no Oriente Médio do que a consolidação de um regime árabe retrógrado, dependente da Grã-Bretanha. A Coroa, por sua vez, comunicou apenas que a Palestina não mais fazia parte da Comunidade Britânica, e, acenando seu pendor em direção aos antigos aliados, garantiu que iria cumprir seus tratados de fornecimento de armas aos árabes – a menos que as Nações Unidas afirmassem que estes estivessem agindo ilegalmente de alguma forma.
Crucial para a nação caçula, a batalha diplomática só não era mais importante do que a contenda bélica que se descortinava na Palestina. Desde a aprovação da partilha, a Haganá concentrava-se em dois objetivos: o primeiro, a segurança da comunidade judaica durante o período da retirada britânica, e o segundo, a defesa do território contra a possível e provável invasão árabe em larga escala a partir do dia 14 de maio. O êxito das tropas judaicas na primeira questão, registrado ao longo das últimas semanas com a tomada de cidades estratégicas como Haifa – subjugada em 21 de abril após três dias de embates contra os árabes – foi coroado com a conquista da Galiléia setentrional, no início de maio. Na última peleja, em Safed, remota comunidade montanhesa em que 1.400 judeus viviam cercados por dez mil árabes, as tropas do comandante Yigal Allon repeliram os mercenários sírios comandados por Adib al-Shishakli, causando a fuga dos habitantes árabes.
Sob nova direção: judeus trocam placa
Dessa forma, o norte da Palestina estava controlado, assim como o litoral: Jaffa, última cidade dominada pelo inimigo, caiu na manhã do dia 14 de maio – mais uma vez, 70.000 árabes deixaram suas casas em terror. Livre da responsabilidade de proteger seus enclaves (à exceção de Jerusalém, o cenário parecia todo favorável aos judeus), a Haganá pôde finalmente concentrar todas as suas forças na contenda contra os exércitos invasores.
Rumo à Galiléia - Às vésperas do início da guerra, as forças árabes, somadas, eram pouco maiores que as de Israel – aproximadamente 32.500 homens contra 30.000. A vantagem dos atacantes, porém, era seu maior poder de fogo, que incluía forças aéreas à disposição. Divididas em nove brigadas pelo chefe da Haganá, as forças de Israel foram distribuídas em quatro fronts: três unidades no norte, duas na costa (para proteger Tel-Aviv), duas no sul e duas nas montanhas da Judéia, a fim de defender Jerusalém e conquistar a posse das estradas nas redondezas da cidade.
No norte, os libaneses que seguiam rumo à Galiléia, assim como os iraquianos e sírios que atacaram colônias judaicas no vale do rio Jordão, não têm se mostrado ameaças sérias para as forças da Haganá. Suas investidas estão sendo facilmente controladas pelos israelenses. As mais duras batalhas são disputadas na Judéia – onde permanece o cerco da Legião Árabe do rei Abdullah a Jerusalém – e no sul. Ali, os egípcios, avançando com duas brigadas, já conquistaram Gaza, e agora seguem, a despeito de feroz resistência, a passos largos rumo a Tel-Aviv. Pelos últimos relatos do front, o brigadeiro Muhammad Naguib, comandante da Segunda Brigada egípcia, está a perigosos 25 quilômetros da periferia da urbe.
Perder o controle da espetacular cidade de 250.000 habitantes, berço e sede do recém-criado estado de Israel, será um golpe quase fatal para os judeus, em que pese todo e qualquer outro sucesso no teatro de operações. Por isso, o general Yadin já convocou reforços vindos de Jerusalém, e, de acordo com fontes militares israelenses, poderá a qualquer momento engendrar uma emboscada noturna contra os egípcios, extraindo da escuridão e da surpresa a força necessária para derrotar os inimigos. Manter Tel-Aviv em segurança antes da trégua programada para 11 de junho é condição sine qua non para que, no período de cessar-fogo, Israel reorganize seu exército e planeje com cautela os próximos passos na guerra contra os árabes. Sem isso, o estado de Israel corre o risco de se esvair pouco tempo depois do nascimento – e David Ben-Gurion e seus pares sionistas estarão mais distantes do sonho de desfrutar do solo sagrado que, acreditam, foi prometido por Deus a seus antepassados.


O fundador de Israel não se empolga com o sucesso dos
primeiros dias de combate e prevê que muitas tormentas aguardam
seu povo. Mas o teimoso líder avisa: Israel triunfará
Uma vida nas trincheiras: o líder pioneiro da nação israelita acompanha de perto os combates travados com as forças árabes
 


oldado das hostes judaicas, Ben-Gurion sucumbiu no malfadado combate contra a legião romana em Jerusalém, no ano de 70 d.C., derrota militar que significou o fim da soberania de seu povo na Terra Santa. À luz dos recentes acontecimentos no Oriente Médio, fica difícil imaginar uma escolha mais propícia de pseudônimo hebraico do que aquela adotada pelo jornalista David Gryn nos idos de 1910. Dos editoriais do periódico Ahdout ("Unidade") às árduas batalhas contra os árabes, o recém-nomeado primeiro-ministro de Israel, agora atendendo apenas como David Ben-Gurion, tem dedicado sua vida a completar a tarefa inacabada de seu antecessor de restabelecer a Palestina aos judeus. Baixinho, teimoso, carrancudo, desprovido de qualquer vaidade, o líder sionista nasceu em Plonsk – hoje território polonês, à época parte do império czarista russo – a 16 de outubro de 1886 e está no Oriente Médio desde os 19 anos, trabalhando pela construção do lar nacional judaico. Um dos idealizadores da Hashomer, força de defesa rudimentar dos pioneiros que deu origem à Haganá, Ben-Gurion guia com mãos resolutas a nova nação nesta época de guerra. Nesta entrevista a VEJA, o comandante não esconde a preocupação com a provação a ser enfrentada por Israel, mas se mostra confiante na vitória militar de suas tropas. Mais que isso: aposta na consolidação do país como um próspero centro de desenvolvimento no Oriente Médio.

Combate na Galiléia: caminho é tortuoso
VEJA - Depois de quase dois milênios, os judeus voltam a ter soberania na Palestina. O que significa, para o senhor, estar à frente do recém-criado estado de Israel, com toda a importância que isso representa para os sionistas no mundo inteiro?Ben-Gurion - Sem dúvida, algo único aconteceu em Israel, mas somente as gerações futuras poderão avaliar o completo significado histórico deste acontecimento. Por enquanto, posso dizer que temos um caminho tortuoso pela frente. Não devemos nos enganar e pensar que o reconhecimento diplomático de outras nações resolverá nossos problemas. No dia em que proclamamos o estado de Israel, Tel-Aviv foi bombardeada por aviões egípcios. Nosso país foi invadido pelo norte, leste e sul pelos exércitos regulares dos países árabes vizinhos. O governo provisório já fez uma reclamação formal ao Conselho de Segurança a respeito da agressão cometida por membros das Nações Unidas, e pela aliada da Grã-Bretanha, a Transjordânia. É inconcebível que o Conselho de Segurança ignore atos que violam a paz, as leis internacionais e as decisões da ONU. Mas nunca devemos nos esquecer que nossa segurança, no final das contas, depende de nossas próprias forças.
VEJA - A Liga Árabe justificou a invasão com o argumento de que os árabes têm o direito legítimo sobre a Palestina, que era parte do Império Otomano e contava com uma maioria expressiva de população árabe. Como os judeus vêem essa questão?Ben-Gurion - Já em 1917, a Declaração de Balfour reconheceu internacionalmente o direito de Israel existir. Nosso considerável progresso em cultivar essa terra tornara nossa reivindicação óbvia desde aquela época. O reconhecimento de nosso direito de estar aqui foi confirmado diversas vezes ao longo dos anos e finalmente pela determinação das Nações Unidas, em 1947, de que a Grã-Bretanha tomasse ações efetivas para o estabelecimento de um estado judeu na Palestina. Tudo isso não nega o direito de qualquer outro povo ter um estado. Longe de nós fazer algo assim. Resignamos-nos, em 1947, em receber a pior parte da Palestina, conforme estabelecido pelas Nações Unidas. Não considerávamos a determinação muito justa, pois sabíamos que nosso trabalho aqui merecia uma porção maior de terra. Entretanto, não discutimos a questão e nos preparamos para acatar com zelo as determinações internacionais quando chegado o dia de nossa independência. Também estávamos prontos para fazer de Jerusalém uma cidade internacional, desde que respeitadas as garantias dadas pelas Nações Unidas à população judaica de seu direito permanente de viver ali de forma pacífica e de participar da administração democrática da cidade. Não tínhamos, portanto, nenhum interesse nas regiões designadas aos árabes.
VEJA - Combates ferozes acontecem por todo o território, e os judeus têm se dado consideravelmente bem na maioria deles – o que mostra uma preparação prévia para as batalhas... Ben-Gurion - Os judeus não pegaram em armas prontamente. Como povo, temos aversão natural à violência. Nos séculos de exílio, fomos muitas vezes martirizados. Ainda assim, nos sujeitamos de forma abnegada, raramente resistindo. Pegar em armas parecia anormal. Mas sabíamos que aqui na Galiléia – e o princípio vale para Israel se quiser sobreviver, e vai sobreviver – não havia normalidade no sentido comum da palavra. Queríamos criar uma nova forma de vida, em consonância com nossas mais antigas tradições como povo. Foi essa a nossa luta. E, para atingir este objetivo, precisamos recriar tudo do começo, reinventar a sociedade. Portanto, estávamos preparados para ter sangue nas mãos em nome da autonomia, da autodeterminação e da autodefesa.
Haganá em ação: 'inimizade' britânica
VEJA - Como Israel conseguiu montar suas forças de defesa em meio ao embargo de armas e às restrições britânicas à imigração?Ben-Gurion - Enquanto os países árabes vizinhos organizavam modernos exércitos sob tutela britânica, as condições do mandato impediam quase todo desenvolvimento militar de nossa parte. Antes de o Livro Branco de 1939 restringir severamente nossas atividades, e em reação aos incessantes motins provocados pelo Mufti de Jerusalém, a Administração do Mandato nos permitiu treinar 2.000 homens da Polícia Judaica dos Assentamentos. O período pós-guerra começou com uma restrição implacável do governo trabalhista britânico à imigração e a toda iniciativa de defesa judaica. Assim, a Haganá conquistou a inimizade britânica ao se dedicar à imigração ilegal; sua liderança passou a operar secretamente, mudando-se de kibutz para kibutz. Enquanto isso, porém, os países árabes da região continuavam a receber armas, artilharias, blindagens, aviões de combate – os instrumentos normais de uma guerra. Oficiais britânicos treinavam seus exércitos e, no caso da Legião Árabe da Transjordânia, os comandavam. A situação era então muito unilateral, e decididamente não a nosso favor.
VEJA - Os árabes acusam Israel pelo exílio forçado de mais de 200.000 palestinos, ação amplamente condenada pela comunidade internacional. O que o senhor tem a dizer sobre isso?Ben-Gurion - Ora, são os poderes árabes e não judeus que estão exortando a população muçulmana local a deixar suas casas e sua terra. Pedimos a eles para ficar e nos ajudar a construir um país moderno. Aqueles que partiram o fizeram muito mais por medo das ameaças árabes de uma retaliação pela "deslealdade" do que por causa de seus vizinhos judeus. Na confiança, atravessaram as fronteiras e emigraram para os países árabes que haviam exigido sua partida. Infelizmente, agora estão em condições infames.
VEJA - A revogação do Livro Branco abre as portas de Israel para a imigração de judeus de todo o mundo...
Ben-Gurion - Para um judeu, a vida aqui traz a esperança de uma rica satisfação moral. Sempre achei isso, o que moldou minha própria postura em relação a Israel. Vim para cá muito jovem, quando a idéia de uma nação era considerada pela maioria dos judeus uma louca fantasia. Eu sabia que tínhamos aqui a oportunidade ideal de provar nosso ímpeto e nós mesmos como judeus. Não havia nada aqui. Era literalmente um canto esquecido do Império Turco e do planeta. Ninguém o queria, certamente não os palestinos árabes que placidamente vegetavam em sua pobreza sob domínio turco. Sua subseqüente indignação à presença judaica foi artificialmente fomentada por grupos com interesses especiais e pelas máquinas de propaganda dos países árabes vizinhos. Se os judeus desaparecerem de Israel, e eles não vão, uma coisa é certa. Os árabes da Palestina não terão a menor chance de autonomia, considerando o expansionismo de Egito, Síria, Jordânia e, em menor grau, Líbano. Disso se pode ter certeza.
Herzl, 'Messias' sionista: 'impressionante'
VEJA - A independência de Israel consuma a jornada iniciada no século passado pelo pioneiro sionista Theodor Herzl. Como suas idéias inspiraram os judeus a seguir buscando tal intento?Ben-Gurion - Quando eu ainda era criança, Theodor Herzl veio a nossa pequena cidade. Judeu austríaco e jornalista, Herzl tinha sido tão afetado pelo anti-semitismo do caso Dreyfus na França que escrevera um livro, The Jewish State, no qual clamava pela fundação de uma nação judaica. Ele devotou o que lhe restava de vida a começar o movimento sionista moderno. Quando ele apareceu em Plonsk, as pessoas o saudaram como um verdadeiro Messias. Todos passavam dizendo "o Messias chegou", e nós, as crianças, ficamos muitíssimo impressionadas. Era fácil para um garoto pequeno como eu ver em Herzl o Messias. Ele era alto, homem de feições finas, cuja impressionante barba preta descia-lhe largamente até o peito. Uma olhada nele e eu já estava pronto para segui-lo até a terra dos meus ancestrais.
VEJA - As terríveis memórias do Holocausto precipitaram, de alguma forma, a criação desse estado judeu sonhado por Herzl?Ben-Gurion - Nós, judeus da Palestina, assistimos impotentes e em agonia enquanto nossos irmãos em terras européias – onde muitos temos nossas origens – eram colocados lado a lado em confusão e terror, despojados de seus pertences, até da roupa do corpo, para as jornadas rumo às câmaras de gás, fornos e infernos da fome da "solução final". Testemunhamos essa renúncia da raça humana e fomos todos marcados por isso. Senão por nenhuma outra razão que não a de manter a fé pelos que haviam morrido, sabíamos que não poderíamos caminhar docilmente para o ossuário. Enquanto Israel viver, sim, oferecerá refúgio de tal atrocidade. Em nome de nossos mortos oprimidos, temos de lutar. Se necessário, também nós morreremos. Mas como morreram os heróis judeus no gueto de Varsóvia, na Jerusalém sitiada pelos romanos, em Masada: de costas para o muro, sem dar espaço ao inimigo.
VEJA - Mas será possível fazer crescer um país em meio a um permanente estado de beligerância, como o que Israel enfrenta e deve enfrentar daqui para frente? Há futuro em meio à tormenta da guerra?Ben-Gurion - Faço questão de frisar: não nos interessa morrer ou nos tornar mártires. Os judeus já tiveram o suficiente disso em sua longa história. Estamos preocupados com a vida, em fazer Israel florescer, em mostrar a toda a humanidade como se pode criar uma terra farta de um pedaço de terra erma. Viemos para cá jubilosos e esperançosos, em devoção a nosso povo, à nossa herança, à nossa antiqüíssima vocação para contribuir com o bem-estar das pessoas. Onde houve judeus, a cultura floresceu, a humanidade prosperou. Desejávamos – e ainda desejamos – contribuir com nossa presença para todo o Oriente Médio. Sei que um dia nos permitirão fazê-lo.

Exércitos invasores encontram resistência inesperada e
deixam população árabe na Palestina em xeque. Êxodo segue com mais
de 200.000 refugiados, muitos deles vagando pelo deserto
O flagelo dos palestinos: prisioneiros de guerra imploram por água em Ramle (à esq.) e casal de idosos se arrasta pela areia

"Que belo dia, este 14 de maio, quando o mundo árabe prende a respiração na expectativa da entrada dos sete exércitos na Palestina para redimi-la dos sionistas e do Ocidente. Neste dia, as forças árabes invadirão por todos os lados e se colocarão como um só homem, para exigir justiça e para satisfazer a Deus, à consciência e ao senso do dever."

anotação de um oficial da Legião Árabe em seu diário resumia todo o sentimento dos árabes na questão Palestina. As vésperas do final do mandato britânico, com os judeus prometendo fazer cumprir a partilha aprovada pelas Nações Unidas, a Liga Árabe sentiu-se convidada a invadir a Palestina para restaurá-la aos habitantes árabes. Entre seus membros, não havia dúvidas de que o intento seria alcançado sem dificuldades. Azzam Pasha, o secretário-geral da entidade, ainda se dava o direito de anunciar a dilapidação completa do inimigo. "Conduziremos um massacre para rivalizar com aqueles conduzidos pelas hordas mongóis", garantiu, logo no início das hostilidades.
Pasha: o árabe prometia um massacre
Todavia, a confiança e a certeza dos invasores logo soçobraram. Sem um comando unificado, com soldados despreparados e com interesses completamente distintos entre si, os exércitos árabes foram surpreendidos pela resistência vicejante dos judeus. Pouco mais de duas semanas se passaram desde que David Ben-Gurion anunciou a independência de Israel, e os árabes estão muito longe de conquistar seus objetivos, com seus combatentes exauridos pelos prélios. A situação só é mais catastrófica para os palestinos: acredita-se que entre 200.000 e 250.000 deles tenham deixado suas casas, em pânico, rumo aos países árabes vizinhos nas semanas que antecederam o mandato e na primeira quinzena da invasão – sem contar as outras tantas vítimas de embates fatais.
Árabes e judeus culpam-se uns aos outros pela expatriação dos palestinos, que causa preocupação na comunidade internacional e já é questão prioritária nos debates das Nações Unidas. Israel afirma que a fuga em massa foi incentivada pelos próprios governos árabes, não só a fim de abrir espaço para a invasão de seus exércitos, mas também visando criar comoção ao redor do globo. Com isso, ganhariam apoio para a causa palestina – as imagens de famílias palestinas vagando pelo deserto carregando apenas a roupa do corpo e alguns jarros de água são deveras impactantes. As autoridades judaicas argumentam que, na declaração de independência, garantiram liberdade e cidadania para os árabes palestinos em terras de Israel – promessa que, aparentemente, não foi levada a sério.
Fuga da Galiléia: temendo as tropas de Israel, palestinos abandonam seus vilarejos
Carnificina e debandada - No outro front, as nações árabes afirmam que orientaram os palestinos a não deixarem suas residências, estabelecendo inclusive punições para os jovens em idade militar que fugissem de suas cidades e confiscando as propriedades daqueles que fossem embora sem autorização. A culpa pelo desterro, de acordo com seus líderes, seria dos sionistas – e não apenas pela expulsão de civis na ponta da baioneta, como também pelo terror a eles infligido. Nesse ponto, a carnificina do vilarejo de Deir Yassin, no início de abril, onde cerca de 200 locais foram dizimados e tiveram seus corpos mutilados e jogados em um poço, é sem dúvida fator importante no imaginário palestino. Ainda que a Haganá tenha repreendido vigorosamente a ação – inclusive prendendo os oficiais responsáveis –, o temor de uma repetição do mortifício se alastrou pela população local, com conseqüências pouco animadoras.
Independente disso, é fato que a debandada civil tem uma explicação bem mais palpável: o colapso absoluto das instituições árabes na Palestina no crepúsculo do mandato britânico, com a fuga de seus principais líderes. Juízes, mukhtars, cádis e outras autoridades foram os primeiros a abandonar cidades como Haifa, Jaffa e a Cidade Nova de Jerusalém. Sem a elite de sua estrutura social, e encarando o formidável aparelhamento do estado de Israel, muitos decidiram partir para portos mais seguros – ou seja, terras seguramente árabes. E, nas entrelinhas, os judeus já indicaram que o retorno dos refugiados às antigas terras da Palestina não será bem-vindo.
Rendição na vila de Ramle: desespero
Para piorar, os membros da Liga Árabe, que na declaração de invasão, datada de 15 de maio, usavam a segurança dos palestinos como justificativa para o início da guerra, pouco ou nada vêm fazendo nesse sentido. Sem uma coordenação de fato (o rei Abdullah da Transjordânia se auto-proclamou, no dia 14, comandante-em-chefe dos exércitos árabes, mesmo não tendo a menor idéia do que se passa nas tropas aliadas), as manobras militares acabam atendendo os interesses pessoais de seus líderes – e, para desespero dos palestinos, sempre funcionam na base do cada um por si, Alá por todos. Ademais, ainda reverberam as palavras do cabotino Azzam Pasha e seu massacre anunciado mas não levado a cabo. Com os papéis invertidos, não é de se estranhar que os árabes palestinos esperassem o mesmo tratamento dos judeus. E, nesse caso, realmente não convém pagar para ver.

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