terça-feira, 26 de abril de 2011

RESSUSCITOU!

Nosso caminho por lugares bíblicos
Não se pode imaginar uma viagem a Israel sem que se visite os lugares do sofrimento e da morte do Senhor Jesus. Isso é indispensável! Pois essas visitas nos levam a locais terrenos onde aconteceram fatos marcantes dentro do agir de Deus com este mundo. Espiritualmente, entretanto, aqueles que se desviam para evitar o Calvário e procuram um evangelho sem cruz, como é oferecido hoje em muitos lugares, perdem o principal. Um evangelho sem cruz não é um evangelho diferente, trata-se de puro engano e de um absurdo espiritual. O caminho para a salvação sempre passa pelo Calvário e pela ressurreição: "Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1 Co 1.18).
O Israel atual impressiona por todas as suas modernas conquistas, por sua beleza oriental e é fascinante ver o que os arqueólogos continuamente acham na terra em matéria de provas históricas. Com suas escavações eles constantemente trazem à luz objetos e outras coisas que dão razão às Sagradas Escrituras. Mas eles são obrigados a ver o significado espiritual de suas descobertas além dos simples objetos. É uma bênção estar na terra das maravilhosas promessas. Ela se chama Canaã, Palestina, Margem Ocidental ou (profana) Terra Santa? Não. Ela simplesmente se chama "Eretz Israel" (Terra de Israel). Assim se designa o território que Deus repetidas vezes prometeu a Abraão, Isaque e Israel (seu antigo nome era Jacó = enganador), muitas vezes até por juramento, para ser sua possessão eterna. Deus já falou a Abraão: "Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus" (Gn 17.8). Deus não apenas elegeu um povo para ser propriedade Sua, mas, segundo Seu plano, Seu Filho também deveria nascer nessa terra, ali sofrer e morrer por nós, ressuscitar do sepulcro e subir ao céu. E ali também estará o trono do Rei de Israel. É por isso que Israel, com sua capital Jerusalém, é hoje a nação mais polêmica do mundo, agitada e sacudida por crises e desavenças, em constante e incomparável tensão e continuamente ameaçada de guerra. Nesse país é onde seguimos os passos do judeu Jesus e buscamos nos recordar, em meio às ruínas ou nos locais por onde Ele passou, do Seu caminho de sofrimentos e morte. Nesses lugares costumamos ler as Sagradas Escrituras, orar e agradecer a Deus. Mas lembremo-nos do que Jesus disse à mulher no poço de Jacó: "Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4.22-24). E a bênção será de quem o fizer de coração humilde.
No monte do Calvário
"Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda. Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes. O povo estava ali e a tudo observava. Também as autoridades zombavam e diziam: Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido" (Lc 23.33-35). Realmente Ele é o Cristo (o ungido de Javé) e o escolhido de Deus. Oitocentos anos antes da Sua vinda, Ele já foi legitimado por Deus: "Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz: pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios" (Is 42.1).
Quando ficamos olhando para o monte do Calvário, uma coisa se torna bem clara: esse Ungido e Escolhido já havia sido predestinado desde a eternidade a levar a própria cruz para a execução no Gólgota como se fosse o maior criminoso. Meus queridos, pensem no que deve ter custado esse caminho de sacrifício a Jesus e ao Pai! Não conseguimos avaliá-lo, apenas podemos adorá-lO por isso. Ele, o puro Filho de Deus, foi entregue nas mãos dos pecadores e ímpios para ser barbaramente executado. Por quê? O malfeitor arrependido que foi pendurado em uma cruz ao lado de Jesus teve de nos servir de exemplo e confessou na hora da sua morte: "Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez" (Lc 23.41). "Porque Cristo... morreu a seu tempo pelos ímpios" (Rm 5.6). "Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados", já disse Isaías (cap. 53.5). Essas pisaduras são a prova de Seu sacrifício absolutamente suficiente e de Seu amor salvador insondável.
A cruz que comove
Olhar para o Calvário, admirar o monte, emocionar-se com a lembrança do que aconteceu ali não basta, nem derramar lágrimas de compaixão por Jesus resolve alguma coisa. O que é imprescindível é que esse ato de salvação nos toque no mais profundo do nosso ser, que nosso espírito entenda o que a cruz significa!
Oh! como foi que meu JesusAssim sofreu na triste cruz?!Não só na cruz mas no jardimAgonizou, e foi por mim!Ali na cruz, ali na cruz,Oh, sim, Jesus por mim sofreu!Ali na cruz, ali na cruz,Oh, sim, Jesus por mim morreu!O grande horror da escuridãoApavorou a multidão;Rasgado o véu lhes fez saberQue terminou o seu sofrer.Que dor cruel na cruz sofreu!Seu sangue ali Jesus verteu;Sim, foi por mim, pra me salvar,Para eu, enfim, no céu morar. (CC 87)
"Filhas de Jerusalém", disse o Salvador carregando Sua cruz, às mulheres que estavam à beira do caminho e que choravam e lamentavam por Jesus, "não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!" (Lc 23.28). Nosso Salvador não quer ser alvo de compaixão nem de admiração. Com isso O entristecemos. Ele quer corações tocados, arrependidos! Jesus prefere ver lágrimas de arrependimento por nossos pecados a lágrimas de compaixão por Ele. Pois foram os nossos pecados que O levaram à cruz. Arrependimento é um presente celestial. Quem está convicto dos próprios pecados pode se refugiar na cruz de Jesus em pensamento. E lá podemos chorar e receber purificação: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". É o que diz 1 João 1.9.
O profundo significado da cruz
Perdão e purificação são o primeiro nível. O próximo passo é se identificar com o Crucificado. Discipulado de Jesus não acontece nos caminhos da satisfação dos anseios e desejos pessoais. Ao invés disso, tem que acontecer uma separação em nosso interior. Não precisamos ter pena de nosso "eu" corrupto e obstinado. Ele precisa ser entregue à morte de Jesus, para que Ele possa nos transmitir Sua vida através do Espírito Santo. "Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus" (Rm 6.11). Essa "transfusão de sangue espiritual" acontece através de uma ligação íntima e orgânica, através de obediência de fé ao nosso Salvador e à Sua Palavra. "Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição" (Rm 6.5). Nesse caminho conseguimos nos livrar da tirania do pecado.
Até que ponto a cruz deve penetrar em nosso coração? Todo filho de Deus sincero já aprendeu que a realidade da cruz, a maneira de ser de Jesus, deve ocupar cada canto de nosso coração e cada espaço de nossas vidas, assumindo o domínio em todas as áreas. O que deixamos de entregar a Jesus tem cheiro de morte e será nossa perdição, vai nos fazer cair. Quem quiser ter uma boa imagem diante do mundo, espiritualmente acaba perdendo terreno para o inimigo. "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração" (Tg 4.4,7-8). A cruz tem que penetrar em nosso eu apaixonado por si mesmo até o ponto de podermos dizer com Paulo: "Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2.19b-20). Reconhecemos a posição de mortos que devemos assumir todos os dias? Ela tem que ser uma experiência profunda em nossas vidas. E isso custa lágrimas. Mas leva à vida, à vida eterna! O apóstolo Paulo explica-o com as seguintes palavras: "De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida" (2 Co 4.12).
O sepulcro vazio
No silencioso oásis em volta do Sepulcro do Jardim, o túmulo vazio prega um sermão para nós. Entramos solenemente na gruta escavada na rocha que uma vez serviu de sepulcro. Sim, ele está vazio, graças a Deus! Na parte de dentro alguém escreveu: "He is not here – He is risen" ("Ele não está aqui – Ele ressuscitou"). Foi isso que o anjo anunciou às mulheres na manhã da Páscoa. E o apóstolo Pedro testemunhou triunfalmente às pessoas que haviam se reunido no Pentecoste: "ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela" (At 2.24).
Por que a morte não conseguiu reter a Jesus? – Justamente porque Deus o ressuscitou! E o próprio Jesus teve a vitória sobre a morte porque era sem pecado. Seu santo e puro sangue não estava sujeito à lei da morte pelo veneno do pecado. Pois a morte é o salário do pecado (Rm 6.23). Por isso Ele pôde derrotar a morte e o diabo e também tem o poder de libertar da morte todos aqueles que estão unidos com Ele em Sua morte. "Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com Ele" (2 Tm 2.11).
Através de sofrimentos para a ressureição
Essa é a mensagem do sepulcro vazio: "Vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem" (Hb 2.9). Glória e honra foram a conseqüência de Seu sofrimento e de Sua morte: "Pelo qual também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome" (Fp 2.9). Ser unido a Jesus, identificar-se com Sua morte, tem por conseqüência que os filhos de Deus alcançam glória e honra junto com Ele. Cristo quer compartilhar Sua glória e honra com aqueles que estão intimamente ligados com Ele. Por isso Ele pede ao Pai: "Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo" (Jo 17.24)."Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Ef 2.4-6). Será que não vale a pena levar o opróbrio de Cristo, passar a vergonha que Ele passou? Só que esse caminho passa pela fornalha do sofrimento. Mas Ele está do nosso lado, Ele nos apóia e nos ajuda a termos um discipulado genuíno e corajoso. Um mundo moribundo não precisa admiradores de Jesus, precisa é de discípulos autênticos, que sirvam a Ele sendo bons samaritanos e pescadores de homens. Aos filhos de Deus desanimados Ele diz: "O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Ts 5.23). "Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará a nós pelo seu poder" (1 Co 6.14).

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