domingo, 24 de janeiro de 2010

ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS

Os eventos que antecedem os dias tribulacionais se aceleram. Sem dúvidas, um dos eventos mais impactantes dos últimos tempos ocorreu no dia 12/01/10 na capital do Haiti, Porto Príncipe. Não iremos aqui entrar em detalhes estatísticos sobre o sismo, pois a mídia tem abordado o assunto de forma contínua e diária. Novos tremores continuam ocorrendo. No dia 20/01/10 um novo tremor de magnitude 5,9 deixou milhares de haitianos em pânico. Calcula-se que a tragédia possa ter causado a lamentável morte de aproximadamente 150.000 pessoas...

POPULAÇÃO NO HAITI BUSCA AJUDA EM BARCO

Diante de catástrofes como a do Haiti, pessoas que raramente falam em Deus, começam a mencioná-lo. Uma jornalista que está trabalhando na cobertura da tragédia disse recentemente: "No Haiti, Deus prova mais uma vez que não existe”. É triste ver que pessoas que não demonstram nenhum interesse em conhecer ao Senhor, a Sua vontade e a Sua Palavra, se aproveitem desses momentos para veicular suas tolices. Pessoas que querem viver suas vidas de pecado e decisões próprias, sem aceitar nenhum arrependimento e reconhecimento da Graça de Deus em suas vidas, ao primeiro sinal de problemas, colocam o ônus da culpa em Deus...

A revelação de Deus para os homens está a disposição de todos, mas a maioria a rejeita e faz pouco caso. Se tais pessoas descessem de seus palcos de soberba e altivez contra o Criador saberiam, através da Sua Palavra, que a natureza, desde o momento da desobediência humana (Gênesis 3:17-19), está sob maldição e geme com dores de parto até a gloriosa volta de Cristo (Romanos 8:22, Mateus 24:7-8). Saberiam que os fenômenos catastróficos serão cada vez mais profundos e seguidos, como as dores da mulher que está preste a ter seu filho. Saberiam que há forças espirituais da maldade das regiões celestes subjugando o mundo e seus poderes (Efésios 6:12, I João 5:19). Também conheceriam que o Senhor é soberano para trazer juízos (Apocalipse 16:7). Por último, saberiam que a própria atitude irresponsável do homem diante da natureza está gerando efeitos que vão muito além do imaginamos. Será que alguém já se perguntou se as milhares de perfurações nos continentes e oceanos que ocorrem todo mês, em busca do precioso petróleo, não causam algum tipo de efeito sobre as placas tectônicas? Essa é apenas uma amostra de hipótese dos inúmeros desequilíbrios provocados pela ação humana.

Então, “culpar” Deus por tragédias como a do Haiti ou as do sudeste brasileiro em função das últimas chuvas, é um erro frontal. Aqueles que cegamente “culpam” a Deus pela morte de milhares de pessoas e lembram dia e noite o falecimento dessas vítimas, esquecem que há aproximadamente 2.000 anos o próprio Deus enviou Seu Filho unigênito para morrer por todos, para que todos que Nele cressem (dessem crédito ao que Ele fez e consumou), tivessem a vida eterna (João3:16). Todos nós iremos morrer, excetuando os irmãos que estiverem vivos quando Jesus Cristo voltar. A Palavra diz que “aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9:27). Uns morrerão de causas naturais, outros de enfermidades e outros de acidentes ou catástrofes. Porém, a boa notícia do Evangelho trazida pelo Senhor é que Ele tem a vida eterna e ressuscitará aqueles que são Dele em Sua gloriosa volta. Essa é a nossa esperança. Este mundo está destinado à destruição, mas o que são de Cristo, ainda que estejam mortos, viverão! (João 5:25). Esse é o Evangelho das boas notícias que Jesus Cristo veio ensinar e instaurar. Porém, a maioria continua rejeitando...

Nesta edição, entre outros assuntos, vamos abordar essa crescente mentalidade que se está formando no mundo e que se mostra como mais um potente condicionamento para a manifestação do anticristo, o qual, de acordo com o que foi revelado a Paulo, “...se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora...” (II Tessalonicenses 2:4)


NOTÍCIAS DO ORIENTE MÉDIO


No mesmo dia em que a terra tremia na capital haitiana, uma das principais mentes por trás do programa nuclear iraniano morria num atentado em Teerã. Esse assassinato acirra ainda mais a crescente tensão entre Irã e Israel e as probabilidades de um grande conflito no Oriente Médio aumentam a cada dia. Veja a notícia:

“Irã promete vingança a EUA e Israel pela morte de cientista em atentado” (EFE – 18/01/10)

O ministro do Interior iraniano, Mustafa Mohammad Najjar, afirmou nesta segunda-feira que o Irã vingará a morte do cientista nuclear Massoud Ali Mohammadi, morto em um atentado em 12 de janeiro passado.
"Os inimigos e o regime sionista devem saber que daremos uma resposta a este ato. Tenham certeza de que o Irã se vingará de vocês pelo martírio de Massoud Ali Mohammadi", advertiu. "Este ato cego, organizado pelo Mossad [serviço secreto de Israel], a CIA [agência de inteligência americana] e os inimigos da República Islâmica, só demonstra sua fraqueza", acrescentou o ministro, citado pela agência de notícias estatal "Irna".
O citado investigador, Massoud Ali Mohammadi, morreu em 12 de janeiro passado vítima de um atentado com uma motocicleta-bomba, muito preciso e bem-organizado, ao sair de sua residência no norte de Teerã e ia para o trabalho...”

A verdade é que agências de espionagem norte-americanas que estão atualizando informações sobre o Irã, enxergam evidência crescente de que Teerã levou adiante a pesquisa com armas nucleares, mas ainda precisa relançar seu programa de bomba em sua totalidade. Analistas de toda a comunidade de inteligência dos Estados Unidos finalizaram uma estimativa de inteligência nacional revisada (NIE, na sigla em inglês), que deve fazer os EUA ficarem mais alinhados com seus aliados europeus sobre o estado do programa nuclear do Irã.

Como temos sustentado aqui, caso não haja um grande acordo de paz na região e o Irã renuncie a suas pretensões nucleares, a possibilidade de um ataque israelense ao Irã é muito grande e pode ocorrer a qualquer momento.

Outra notícia bastante interessante foi divulgada no final do ano passado e nos revela a expectativa existente entre conhecidos rabinos judeus a respeito da revelação do Messias. Veja:

“Rabinos de Israel acusam aborto de atrasar chegada do Messias, diz jornal” (EFE – 29/12/09)


Dois grandes rabinos de Israel se pronunciaram contra o aborto por acreditar que a prática atrasa a "redenção messiânica", informou nesta terça-feira o jornal israelense on-line "Y-Net". Cerca de 50 mil interrupções voluntárias de gestações são realizadas por ano em Israel, de acordo com os líderes religiosos.
Israel passa por uma "autêntica epidemia que leva a cada ano a vida de dezenas de milhares de judeus" e que, "além da gravidade do pecado, atrasa a chegada do Messias", afirmaram o grande rabino ashkenazi Yona Metzger e o grande rabino sefardi Shlomo Amar em carta para todas as comunidades judaicas. Os rabinos baseiam a relação entre abortos e o atraso do Messias porque, dizem, ele não virá até que cheguem ao mundo todas as almas que deveriam provir de mães judias.
No comunicado, o Rabinato anuncia que estuda renovar a luta contra o aborto com a criação de um comitê especial para tentar impedir o "assassinato de fetos nos ventres de sua mãe". "A imensa maioria dos abortos são desnecessários e estão proibidos pela Halajá [lei religiosa judia]", completaram. "Malditos aqueles que não se assustam com essas informações" em um país de 7 milhões de habitantes, assinalam os líderes religiosos...”

A notícia acima, além de nos mostrar que existe uma expectativa crescente para a manifestação do Messias entre as principais vertentes do judaísmo e das autoridades religiosas de Israel, deixa clara a crescente iniqüidade que atinge todo o mundo, assim como foi profetizada pelo Senhor Jesus (Mateus 24:12). Numa população de 7 milhões de habitantes, ocorrem cerca de 50.000 abortos por ano!

Verdadeiramente, a chegada do Messias está próxima. Porém, aqueles que não crêem que Jesus Cristo é o Messias, ficarão à mercê do falso messias e seus enganos. De acordo coma Palavra, a nação israelense só reconhecerá o Senhor Jesus como o verdadeiro Messias nos momentos finais da grande tribulação (Zacarias 12:8-11).


A APOSTASIA SE APROFUNDA


Cresce a cada dia o clima apostasia e iniqüidade. Dentro das ekklesias, temos notado que muitos têm perdido a sua fé. Muitas vezes isso ocorre quando se criam falsas expectativas a respeito do Evangelho e se vende a mensagem do Evangelho como se fosse uma fórmula mágica para alcançar sucesso e comodidade neste mundo, de acordo com os padrões que o mesmo mundo estabelece. Outros têm se esquecido do relacionamento sincero, puro e simples que devem ter como Senhor e têm se embrenhado em intermináveis discussões teológicas, que fazem bem ao ego mas em nada edificam o espírito. A cada dia novos grupos se levantam como os “donos da verdade”, criando confusão e divisão. Se soubessem que estamos às portas do tempo tribulacional, talvez deixassem de lado suas vaidades intelectuais...

Vamos permanecer atentos, vigiando e orando. Vamos amar a todos e mostrar-lhes que o fim vem. Se dentro das ekklesias a apostasia é real, imaginem no mundo... Estamos às portas do clima de perversão total que tomou conta do período pré-diluviano. Basta dar uma rápida olhada em qualquer jornal ou noticiário. Uma amostra disso ocorreu recentemente no jornal dinamarquês “Politiken”. O editorial desse jornal afirmou, há poucos dias, que o presidente norte-americano, Barack Obama, é maior que Jesus Cristo. O mesmo jornal ainda foi além na exaltação a Obama. Citou que o presidente americano “é provocativo ao insistir em estender a mão, onde outros só vêem animosidade”. Diz ainda que embora “seus resultados tangíveis em curto prazo sejam escassos”, suas palavras “permanecem na consciência de sua audiência e têm efeitos de longo prazo”. A publicação ainda o exalta pelo fato de o presidente poder se identificar com os fracos e vulneráveis, pois veio também de origem humilde e por isso pode defendê-los. Sobre a comparação Cristo-Obama, o editorial complementa afirmando que “seria natural chegar-se à idéia de uma comparação entre Jesus e Obama. Se fizesse tal comparação, é certeza que Obama levaria vantagem”.

A declaração do jornal dinamarquês é uma amostra do espírito anticristão que toma conta de nossa sociedade. Isso não deve surpreender-nos, pois o apóstolo Paulo, divinamente inspirado, profetizou há 2.000 anos que nos últimos tempos a blasfêmia seria uma característica dos homens em geral (II Timóteo 3:1-5). Não estamos falando aqui de espírito antirreligioso, mas de um espírito específico que atua através do mistério da iniqüidade e que se opõe ao senhorio de Jesus Cristo. Se perguntarmos ao jornalista que escreveu essa afirmação no jornal dinamarquês, provavelmente ele nos dirá que acredita que Jesus Cristo foi um bom homem, um ser bem intencionado que ensinou coisas bonitas. É assim que o religioso vê Jesus. Porém, Jesus Cristo é muito mais do que isso. Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores!

Em relação ao presidente norte-americano, Barack Obama, muito se tem escrito e comentado. Desde o começo, nossa postura tem sido a de observá-lo e estar atentos aos desdobramentos de sua atuação. Uma declaração dele, logo após o terremoto do Haiti, chamou a atenção de muitos irmãos e também a nossa. Ele disse: “Para um país e um povo a que não são estranhas as dificuldades e o sofrimento, esta tragédia parece especialmente cruel e incompreensível”. É bom ficar atento a frases como estas...

A impressão que fica para nós neste momento, observando tudo o que tem ocorrido com Barack Obama desde as eleições americanas até hoje, desde aquela euforia quase sobrenatural da posse até os dias atuais (ele completou há poucos dias um ano de governo), é que Obama está sendo um poderoso catalisador da idéia que o homem, por si só, não pode resolver seus maiores problemas. Basta dar uma olhada no cenário interno dos EEUU e o fiasco da Cúpula de Copenhagen, cenários onde se esperava muito de Barack Obama, que ele ficou aquém do que se sonhava no início. Podemos estar equivocados em nosso raciocínio, mas o que observamos é que se criou uma grande esperança mundial para que, através da decepção pela não concretização dessas esperanças, surja a necessidade de que algo realmente sobrenatural ocorra no mundo e traga as tão sonhadas soluções... Vamos permanecer atentos a todos esses desdobramentos.


MAIS TERREMOTOS


O começo de 2010 está sendo marcado pela quantidade de tremores de importante magnitude que têm ocorrido. Praticamente todos os dias nos chegam notícias de todo o planeta. Veja os principais tremores que ocorreram desde o dia 02/01 até o fechamento dessa edição, sem contar o grande terremoto ocorrido no Haiti:

“Forte terremoto é registrado perto de Guam” (AFP – 02/01/10)

“Terremoto de 5,7 graus atinge litoral e centro do Peru” (REUTERS - 03/01/10)

“Terremoto destrói mais de 1000 residências no Tajiquistão” (BRASIL ONLINE –03/01/10)

“Novo terremoto atinge Ilhas Salomão sem deixar vítimas” (FOLHA ONLINE – 05/01/10)

“Terremoto moderado atinge Guatemala e El Salvador” (REUTERS - 18/01/10)

“Tremor moderado de magnitude 5,4 atinge as Filipinas” (FRANCE PRESS – 21/01/10)

Até mesmo no Brasil ocorreu um tremor de terra no nordeste neste mês. Apesar de não estar sobre uma falha ou junção tectônica, o Brasil não está isento de sofrer um violento terremoto. Essa hipótese é muito rara mas não pode ser descartada, de acordo com o cumprimento das profecias relacionado à comoção geral e progressiva que haverá no planeta no período que antecede a gloriosa volta de Cristo e também de acordo com estudos científicos. S

Em entrevista à BBC Brasil, George Sand França, chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, enumera uma série de fatores que poderiam influenciar no resultado de um tremor em território brasileiro, como o aumento da densidade populacional, a falta de estruturas resistentes a abalos e comparações com catástrofes ocorridas em locais com características geológicas semelhantes. Um dos exemplos citados por ele é a série de terremotos que atingiu a cidade de New Madrid, hoje no Estado americano do Missouri, entre 1811 e 1812. Os tremores chegaram a ser sentidos em Nova York e Boston, a milhares de quilômetros de distância.

"Esses abalos atingiram até 8,2 graus na escala Richter em uma área que fica no meio da placa norte-americana e não nos seus limites, onde é mais comum ocorrerem terremotos fortes", disse França. "Deveria servir de alerta para o Brasil porque o país também está no meio de uma placa, a sul-americana, cujos limites estão no meio do Oceano Atlântico, a leste, e na costa dos países do Pacífico, a oeste."

Realmente, caso um tremor de grandes proporções ocorra no Brasil, os danos poderão ser incalculáveis, pois o país, definitivamente, não está preparado para essa eventualidade. Em 2007, um tremor de 4,9 graus atingiu as cidades de Caraíbas e Itacarambi (MG), destruindo várias casas e matando uma menina de 5 anos. Foi a primeira vez que um tremor deixou uma vítima fatal no país. De acordo com o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília "essa morte ocorreu porque a casa onde a menina morava não estava preparada para o sismo".

Enquanto a Terra literalmente treme em todos os continentes, muitos continuam dormindo para as profecias bíblicas. Nem sequer esses sinais tão claros são capazes de acordá-los. Cremos que esses sinais irão se aprofundando a cada dia. São dores de parto. O profeta Isaias descreveu assim a revelação que recebeu a respeito dos dias que antecederão a volta do Senhor no Dia do Senhor:

“De todo está quebrantada a terra, de todo está rompida a terra, e de todo é movida a terra. De todo cambaleará a terra como o ébrio, e será movida e removida como a choça de noite; e a sua transgressão se agravará sobre ela, e cairá, e nunca mais se levantará. E será que naquele dia o SENHOR castigará os exércitos do alto nas alturas, e os reis da terra sobre a terra. E serão ajuntados como presos numa masmorra, e serão encerrados num cárcere; e outra vez serão castigados depois de muitos dias. E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o SENHOR dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os seus anciãos gloriosamente” (Isaias 24:19-23).


UM ENGANOSO EQUILÍBRIO


Não devemos enganar-nos sobre o aparente equilíbrio que a economia global se move meses depois da gigantesca crise dos subprime. Sabemos que o equilíbrio do sistema financeiro mundial depende de poucas pessoas, as quais tem condições de deflagrar uma nova crise a qualquer momento. O governo norte-americano é um dos maiores devedores e seu grande credor é a China. Não se sabe ao certo qual é o lastro (ouro) que os países têm para sustentar as suas moedas. Basicamente, o sistema financeiro age sobre a confiança de que o título ou a nota de dinheiro realmente vale aquilo que aparenta valer ou que o governo diz que vale, com base no lastro ou nas reservas que o governo diz ter. Quando você tem uma nota de R$ 50,00 em mãos, na verdade tem em mãos uma “representação” de um valor que está garantindo que aquele pedaço de papel vale realmente alguma coisa.

Recentemente, recebemos uma matéria publicada no jornal alemão DER AKTIONÄR que está relacionada ao que acabamos de comentar. A matéria traz uma entrevista a Walter K. Eichelburg. As perguntas estão em negrito. Veja:

“DER AKTIONÄR entrevistou Walter K. Eichelburg, o responsável pela maior página sobre ouro em língua alemã – www.hartgeld.com – sobre a momentânea corrida ao ouro. Segundo ele, temos diante de nós tempos difíceis – certamente somente para os aplicadores que não se decidiram pelo ouro.

Herr Eichelburg, o preço do ouro registra no momento um aumento atrás do outro. Quais são os fatores que impulsionam o mercado do ouro?

Walter K. Eichelburg: O fator primário é a enorme impressão de dinheiro pelos bancos centrais mundo afora. Os “falsificadores legais” estão trabalhando nisso. Com isso eles querem superar a crise econômica, porém, com tal atitude acabam provocando a hiperinflação. Não é surpresa alguma se o Smart Money e agora também o Big Money se refugiam no ouro para se salvar.

Como você vê o desenvolvimento futuro do preço do ouro a curto prazo e nos próximos anos?

A curto prazo, nós teremos ainda este ano o ouro sendo cotado pelo menos a 1.300 dólares a onça. Sendo assim, os Bancos Centrais terão que subir seus juros, e ai sim a crise econômica vai pegar fogo. Então aumentará a fuga para o ouro. Até o ponto mais baixo da crise, provavelmente em 2012, o preço do ouro deverá aumentar no mínimo até 50.000 dólares a onça, alguns dizem até 200.000 dólares. O euro então não existirá mais.

Em sua opinião, qual efeito terá sobre o ouro a procura dos investidores e dos bancos?

O dólar está em liquidação, em algum momento os bancos centrais juntamente com o resto de seu rebanho irá querer fugir do dólar e outras moedas. Pequenas demandas não influenciarão muito o ouro; mas sim a procura por investimento. Ouro tornar-se-á novamente dinheiro – como era antigamente, prata também.

Tradicionalmente, ouro vale como garantia contra a inflação. Atualmente podemos até reconhecer tendências deflacionárias. Como você vê o desenvolvimento subseqüente sobre o preço do ouro?

Ouro não é por assim dizer uma formidável proteção contra a inflação, mas é um escudo contra a bancarrota do sistema econômico. Numa deflação realmente pesada, onde os bancos quebram no atacado, o ouro tem melhor desempenho do que numa situação típica de inflação. Uma coisa é certa, quando iniciar para valer a fuga dos valores financeiros e monetários, então não explodirá somente o preço do ouro, mas também o preço de todos os bens essenciais como energia e alimentos. Isso se chama hiperinflação e será vista em todos os países como uma crise econômica.

Nota-se que nos últimos tempos o preço da prata não consegue competir com o desempenho do ouro. Como você explica isso?

A Prata é vista no momento mais como matéria-prima da indústria do que como dinheiro. Mas a prata subirá violentamente, pois quando a massa procurar ouro por toda parte, ela não conseguirá mais obtê-lo e restará somente prata.

Como você vê o desenvolvimento do preço da prata em comparação com o ouro?

No momento nós temos uma relação ouro/prata de 63:1. A longo prazo, esta relação foi de 15:1. Quando o run de ouro e prata se iniciar, a prata subirá violentamente, eu espero, sendo bem conservador, algo em torno de 10:1. Isso quer dizer, prata se desenvolverá seis vezes melhor do que ouro. No pior momento da crise, podemos esperar que a onça de ouro (31,1g) corresponda ao salário anual da camada pobre da população, a onça da prata ao salário mensal.

O que você sugere aos investidores na atual situação?

Ouro e prata estão ainda baratos – mesmo em 1.132 dólares a onça do ouro. Ouro subirá acima das atuais aplicações financeiras como ações e imóveis, mais que 50… 200 vezes. Pois estas aplicações financeiras estão ainda muito sobrevalorizadas. Os bancos centrais tentam manter isso com dinheiro barato, mas eles irão perder. Por isso todos os investidores deverão deixar estes papéis e procuram refúgio nos botes salva-vidas. Os botes primários são o ouro e prata, mas também terras agrícolas – para se alimentar – ou florestas – para se aquecer – poderão ser interessantes. Ainda existem botes salva-vidas a um bom preço.

Vamos continuar atentos à questão financeira global. As projeções feitas pelo senhor Eichelburg podem estar certas ou não, mas fica patente que esse “equilíbrio” financeiro que as nações tentam vender após a crise é bastante enganoso. Aliás, no mês de março de 2009 o conjunto dos 10 maiores bancos centrais do mundo fizeram uma declaração a respeito da recuperação da crise econômica. É muito prudente que fiquemos atentos a esse “G-10”, que na realidade é formado por 11 países. É uma possibilidade de concretização dos dez chifres... Veja a notícia divulgada há alguns meses e a importância do G-10 no aspecto financeiro global:


“Economia mundial se aproxima da recuperação, diz G10” (FRANCE PRESS – 09/03/09)

“A economia mundial está se aproximando da recuperação, se forem considerados alguns elementos positivos já existentes, afirmaram os presidentes dos dez grandes bancos centrais do mundo (G10). "Temos um número de elementos sugerindo que estamos nos aproximando do momento em que teremos uma recuperação", disse Jean-Claude Trichet, porta-voz dos bancos centrais do G10, após a reunião bimestral na sede do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS) da Basiléia.
Os países-membros do G10 - grupo que é formado na realidade por 11 países e que concentra 85% da economia mundial - são: Alemanha, Bélgica, Canadá, EUA, França, Itália, Japão, Holanda, Reino Unido, Suécia e Suíça...
"Todas as autoridades envolvidas, especialmente o Federal Reserve (Fed, banco central americano) e o Tesouro, demonstra que há capacidade de tomar as decisões apropriadas no tempo adequado", ressaltou Trichet em entrevisa coletiva. O porta-voz do G10 também vê com bons olhos o resgate estatal das gigantes do setor de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac, que têm os títulos da metade de toda a dívida hipotecária nos Estados Unidos no valor de mais de US$ 11 trilhões. O governo dos EUA intervirá nas duas entidades hipotecárias com uma injeção de liquidez de US$ 200 bilhões. "Existe um compromisso muito forte das autoridades, dos governos, para não deixar as instituições de importância sistêmica naufragarem", disse”.
Essa concentração das divisas internacionais em mãos de poucos órgãos (FMI, G-10, etc), e a dependência que grandes empresas têm dos bancos centrais, estão dando as condições finais para que a profecia de Apocalipse 13:16-18 se cumpra. Repetimos: o sistema financeiro internacional caminha sobre bases absolutamente frágeis e instáveis. Se esse pequeno mais influente grupo de pessoas que dirige a economia global estiver disposto a gerar um colapso para, ato contínuo, criar um novo ordenamento financeiro global, não relativamente muito fácil. Vamos continuar atentos...

AUMENTA O CONTROLE!

GOVERNADOR DA BAHIA TIRA SUA NOVA IDENTIDADE BIOMÉTRICA

Novos documentos de identificação pessoal já começam a ser realidade em vários locais do Brasil, assim como em todo o mundo. Como já tínhamos noticiado em edições passadas, a emissão dessas novas identidades faz parte do Programa Nacional de Identificação Civil, que vai unificar os registros em todo o país num prazo, segundo o governo, de alguns anos.
Enquanto isso, vários estados do país já começam a implantar novos sistemas para emitir a identidade pessoal. No estado em que residimos, Bahia, o governo lançou em novembro de 2009 o Sistema de Identificação por Impressões Digitais Automatizado (Siida), pioneiro no País. O Siida está sendo usado no processo de emissão da carteira de identidade. O sistema é integrado ao banco de dados da Polícia Federal (PF) e funciona de maneira simples. Basta colocar o dedo indicador no autenticador biométrico e, em seguida, são revelados os dados do cidadão, como nome, filiação, naturalidade e informações sobre a emissão do documento em outros estados. O processo para obter a nova carteira de identidade dura de 8 a 12 minutos e não é necessário sequer levar fotos, pois as mesmas são tiradas digitalmente no local e armazenadas no sistema da Polícia Federal.

Nos últimos dias milhares de pessoas têm corrido aos postos de emissão para obter sua nova identidade... Observamos que toda novidade tecnológica chama a atenção da população. Pessoas madrugam nas filas para obter a nova documentação. O processo de condicionamento continua. Ás vezes não é um condicionamento intencional, mas indireto. Mesmo assim, o efeito é o mesmo. As pessoas estão cada vez menos preocupadas com sua privacidade e cada vez mais abertas e ansiosas para a adoção de novas tecnologias, principalmente se o uso dessas tecnologias vier acompanhado de promessas de paz e segurança.

No terreno internacional, o controle e monitoramento sobre as pessoas continuam aumentando. No dia 25/12/09 o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab tentou explodir um avião da Northwest Airlines que sobrevoava Detroit (EUA). Esses eventos servem como verdadeiros catalisadores para que os sistemas de monitoramento e rastreamento fiquem mais visíveis e menos questionáveis. Tres após o incidente em Detroit, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em pronunciamento que o país está fazendo de tudo para evitar ataques terroristas e que ordenou a revisão e ampliação das medidas de segurança nacional e em aviões.

A verdade é que o terrorista Umar Farouk Abdulmutallab quebrou todas as regras de segurança dos EEUU e isso implicará o uso de novas e mais invasivas tecnologias de controle. Pouco a pouco, as pessoas estão sendo levadas a abrirem mão de suas privacidades para adotar esses sistemas de monitoramento e rastreamento. Pouco a pouco, a mentalidade para aceitação do sinal da besta vai sendo formada nas mentes. Exemplificando o que acabamos de comentar, analise a seguinte notícia:

“Holanda usará scanners corporais em passageiros rumo aos EUA” (EFE – 3/12/10)

“O governo da Holanda anunciou nesta quarta-feira que vai liberar a uso de seus 15 scanners de corpo inteiro naqueles passageiros que embarcarem no aeroporto de Schiphol, na capital Amsterdã, com destino aos Estados Unidos. A polêmica medida constitui a primeira reação holandesa ao ataque frustrado ao voo 253 da Northwest Flight que ocorreu na última sexta-feira, dia de Natal.
"Não é exagero dizer que o mundo escapou de um desastre", afirmou a ministra de Interior holandesa, Guusje Ter Horst, à imprensa.
O voo, que saíra de Amsterdã rumo a Detroit (EUA), sofreu uma tentativa de explosão por parte de um dos passageiros, o nigeriano Omar Farouk Abdulmutallab, que embarcou com um explosivo em pó preso à cueca e uma injeção de substâncias químicas. De acordo com investigações preliminares, Abdulmutallab injetava as substâncias no pó para provocar uma explosão quando chamou a atenção dos demais passageiros e foi contido.
Na entrevista, a ministra disse que o ataque foi "preparado de forma profissional e executado de forma amadora". Ela contou que o nigeriano chegou ao aeroporto de Schiphol em um voo de Lagos e que, depois de esperar menos de três horas, passou por um detector de metais e pelo scanner de bagagem e embarcou, usando um passaporte válido. "Não houve nada que desse motivo para classificá-lo como um passageiro de alto risco", disse. Segundo a ministra, pelo fato de todos os procedimentos de segurança terem sido realizados, ela acredita que só com novos scanners a inspeção deverá ficar mais precisa. "Sabemos que a detecção de metais não ajuda na detecção de explosivos não metais", disse. Horst ressaltou que as máquinas serão complementadas com a revista pessoal.
Na entrevista, a holandesa mencionou toda a controvérsia existente na União Europeia (UE) em relação ao uso desses scanners, já que eles violariam a privacidade dos passageiros. No caso das máquinas holandesas, de "ondas milimétrica", são geradas imagens de debaixo das roupas, deixando os passageiros "nus" para os operadores e quaisquer outras pessoas que passarem diante da tela das máquinas. No entanto, explica a ministra, agora, as imagens serão enviadas a computadores equipados com softwares capazes de detectar suspeitas, e não diretamente para funcionários. Conforme a ministra, a Holanda contará com 15 scanners que deverão entrar em operação em três semanas e serão aplicados em passageiros rumo aos EUA”

Fica claro, então, que as tecnologias de controle vão sendo impostas em função da necessidade, sem se importar com a privacidade, que é uma bandeira levantada por aqueles que se opõe a esses métodos. Vemos então que não restam maiores barreiras humanas para que um controle mundial identificatório e financeiro seja colocado em prática a qualquer momento. Parece que, nas mentes das pessoas, já não existem maiores barreiras a esse respeito e as que ainda existem serão quebradas em função da necessidade do momento, como está ocorrendo no aeroporto holandês. Para que o anticristo se manifeste e o sinal da besta seja mundialmente implantado, dependerá apenas da permissão do Senhor:


“...Agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda” (II Tessalonicenses 2:6-8)

Fiquem todos na Graça e na Paz do Senhor Jesus. Até a próxima edição, se Deus permitir!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Lula quer visitar o Irã

Lula quer visitar o Irã

Celso Amorim foi ao Irã para conversar sobre questões nucleares e a visita de Lula ao país

Dez dias após a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, fez uma rápida visita ao Irã para continuar as conversações que tiveram início em Brasília, inclusive sobre o controvertido programa nuclear do Irã.

Amorim chegou ao Irã partindo de Genebra, na Suíça, onde havia participado de uma rodada de negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), e passou um dia inteiro em conversações com Ahmadinejad e o ministro do Exterior iraniano, Manouchehr Mottaki [tratando, entre outros assuntos, da visita de Lula ao Irã, prevista para maio].

Além do encontro de Amorim com Ahmadinejad, o presidente brasileiro, quando em visita à Alemanha, conclamou a comunidade internacional a manter conversações com o Irã: “O melhor (...) é nos empenharmos nas negociações e sermos pacientes. Penso que (...) aumentar a pressão a cada dia pode não resultar em algo positivo. Precisamos de mais paciência para elevar o nível de conversação com o Irã”, afirmou Lula, logo depois que a chanceler alemã, Angela Merkel, havia dito que há possibilidades [dos países ocidentais] “perderem a paciência” com o Irã devido às posições iranianas.

A visita de Ahmadinejad ao Brasil provocou controvérsias, uma vez que o presidente iraniano chamou Lula de “meu amigo”, que defendeu o direito do Irã de desenvolver um programa nuclear para propósitos pacíficos.

Ahmadinejad assegurou que a usina de enriquecimento de urânio em seu país não tem objetivos militares. Entretanto, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou uma resolução em 27 de novembro censurando o programa nuclear do Irã pela construção de uma usina de enriquecimento de urânio suspeita de ter propósitos militares. (extraído de Xinhua)

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, advertiu os países latino-americanos sobre as conseqüências de “flertar” com o Irã: “Esperamos que pensem duas vezes. Relacionar-se com o Irã é realmente uma má idéia”, afirmou, revelando que espera que os países reconheçam que o Irã “é um dos maiores promotores e exportadores de terrorismo no mundo de hoje”.

Além disso, no dia 14 de dezembro, esteve no Brasil o subsecretário de Estado dos EUA para a América Latina, Arturo Valenzuela. Ele veio para conversar sobre as inquietações americanas devido ao crescente relacionamento dos países latino-americanos com o Irã.

Um novo ano, e ninguém sabe para onde ir!

Um novo ano, e ninguém sabe para onde ir!
Para cada um de nós, o ano novo traz uma pergunta implícita: O que está por vir? O que terei de enfrentar? Como será minha vida neste novo ano? Através da história de Abraão, Deus nos dá mostras de que podemos confiar nEle.

Lemos no chamado capítulo dos heróis da fé: “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia” (Hb 11.8). O homem de hoje está concentrado em ter garantias e em ter um plano bem organizado. Ele quer saber por qual caminho seguir e se pergunta no que pode confiar. Resumindo: ele quer considerar todas as eventualidades para poder calcular de forma exata e com antecedência quais atitudes deve tomar. Dificilmente alguém estará disposto a ir para algum lugar ou a assumir alguma tarefa sem conhecer os detalhes, sem determinadas premissas e garantias. A história da vida de Abraão também toca a nossa vida. No começo havia incerteza, mas no fim ele se transformou em exemplo e até no pai de todos aqueles que crêem (Rm 4.11). O motivo foi a sua confiança inabalável no Deus vivo e em Suas promessas. A maior segurança em meio a todas as inseguranças deste mundo é crer na Bíblia.

Abraão não podia fazer nada além de acreditar naquilo que Deus lhe dizia. Essa atitude de fé é o mais importante que uma pessoa pode ter. A vida de Abraão foi marcante porque ele obedeceu pela fé e atendeu ao chamado divino. Sua fé foi colocada em prática. Fé e ação andam juntas como o violino e o arco, ou como a chave e a fechadura de uma porta. Se falta uma parte, a outra é inútil, pois não há como tocar uma bela melodia, não há como abrir ou fechar a porta. Abraão tinha “somente” a palavra de Deus. O Senhor chamou-o a sair de seu país, a deixar seus relacionamentos e abandonar tudo o que tinha conseguido até então – sem saber para onde iria. Mas, olhando para o restante da história de sua vida, reconhecemos o maravilhoso objetivo que Deus alcançou com Abraão.

Entramos em um novo ano sem saber para onde ele nos levará. Talvez o Senhor Jesus tenha colocado em seu coração um certo fardo, um desejo de fazer alguma coisa em Seu Nome, e talvez você tenha de dar um passo ousado. Também pode ser que você tenha sido chamado por Deus para executar uma tarefa mas não sabe como continuar nem para onde isso o levará. Abraão simplesmente se pôs a caminho, impelido pelo poder da Palavra de Deus.

No começo deste novo ano é muito importante ter isto diante de nossos olhos: precisamos nos pôr a caminho, juntar forças a cada momento e orientar-nos para o alvo. E nosso alvo são as coisas de Deus. É perfeitamente possível que durante o trajeto sejamos assaltados pelo medo, pois a dor, a tristeza, as preocupações e outros sofrimentos podem surgir em nossa vida. Pode ser que às vezes fiquemos resignados no caminho. Mas isto não deve impedir-nos de continuar marchando em direção ao desconhecido, ao futuro – confiando nas firmes promessas de Deus. É exatamente nessa área da nossa vida que a nossa fé no Senhor precisa de um novo impulso.

Depois de listar os heróis da fé (Hebreus 11), a Bíblia nos diz como alcançar o alvo: “...olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma” (Hb 12.2-3).

Depois que Abraão chegou à Terra Prometida, ele teve de suportar muitos testes de sua fé. Enfrentou a tentação de confiar mais em sua própria carne do que no Senhor que havia lhe dado a promessa. Em algumas situações de crise, tomou as rédeas em suas próprias mãos e foi derrotado. Mas o Senhor, em quem Abraão tinha depositado sua confiança, não o deixou cair. No fim, triunfaram a fé de Abraão em Deus e a fidelidade de Deus para com Seu amigo. O autor da carta aos Hebreus descreve a fé de Abraão com as seguintes palavras: “Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa” (Hb 11.9).

Fé e ação andam juntas como o violino e o arco... Se falta uma parte, a outra é inútil.

Nós também podemos, neste ano recém-iniciado, manter a fé nas promessas de Deus, mesmo quando os outros não nos compreendem e mesmo quando nos vêem como “estrangeiros” em seu meio. A fé em Jesus Cristo, em quem todas as promessas têm o “Sim” de Deus e por quem é o “Amém” (2 Co 1.20), nos ajudará a superar tudo o que é passageiro nesta terra até chegarmos ao grande alvo final. O caminho da nossa existência vai da tenda passageira da vida terrena para junto do Deus eterno.

O objetivo de vida de Abraão era o mais elevado que uma pessoa pode almejar. Ele não somente sonhava com uma cidade melhor, mas a aguardava com expectativa viva e cheia de esperança: “...porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hb 11.10). Abraão morreu e não conheceu esse lugar durante sua vida na terra, mas ainda assim ele esperava pela cidade eterna de Deus.

Não sabemos quando Jesus voltará; portanto, seria tolo tentar fazer algum cálculo. Mas uma coisa é certa: também neste ano podemos esperar pela volta de Jesus e pela Jerusalém eterna. Quer o Senhor volte neste ano ou não, quer vejamos o Arrebatamento ou tenhamos de morrer antes – o objetivo e a esperança é a vida eterna com o Senhor, que nos comprou por Seu precioso sangue e que voltará para a Sua Igreja. Um dia isto acontecerá: os mortos em Cristo e aqueles que ainda estiverem vivos serão arrebatados para a presença do Senhor (1 Ts 4.15-17) e terão sua morada na Jerusalém celestial (Ap 21.9-10).

Abraão acreditava nessa cidade. E quando foi convocado a sacrificar seu único filho, Isaque, a respeito de quem o Senhor tinha feito tantas promessas, ele “considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos” (Hb 11.19).

Sejamos cristãos que esperam pelo seu Senhor, neste novo ano mais do que nunca! Então valerá também para nós a maravilhosa promessa: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (Ap 3.10).

Neste sentido, desejamos a todos os nossos leitores um ano novo ricamente abençoado pelo Senhor. Maranata!

domingo, 20 de dezembro de 2009

O Significado Espiritual de Três Lugares

O Significado Espiritual de Três Lugares

Na história do nascimento de Jesus, que mais uma vez celebramos com muita alegria neste Natal, três lugares desempenham um papel significativo. São locais históricos, visitados por muitas pessoas. Mas também podemos analisar seu sentido simbólico, e dele extrair profundas lições espirituais. Havia razões para Jesus nascer justamente em Belém. Sua fuga para o Egito tinha motivos, e não foi por acaso que Ele cresceu na cidade de Nazaré.

1. Belém
“E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).
Penso que Deus, ao afirmar: “...Belém, ...pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá”, está nos dizendo que ama os pequenos, e que Jesus veio justamente para os que nada representam neste mundo, que normalmente não são vistos nem notados no meio da multidão. Deus, porém, vê a todos. Para Deus, você não é uma entre milhares de pessoas. Imagine a cena: o Deus Eterno, que sempre existiu, tornou-se homem em Jesus, nasceu e foi enrolado em faixas e deitado em uma manjedoura numa estrebaria em Belém. Lá, onde tudo cheirava a comida e a esterco de animais, Jesus veio ao mundo. Certa vez, alguém disse: “Muitos homens quiseram ser deuses, mas só um Deus desejou ser homem”. O Senhor se humilhou tão profundamente para nos elevar até o céu. Ao escolher um lugar tão insignificante para o nascimento de Seu Filho, Deus está nos transmitindo a mensagem de que se importa com os “pequenos” e com os que não são nada diante do mundo. Jesus veio para buscar e salvar o perdido, o desprezado, o miserável e o de coração quebrantado.

2. O Egito

O Egito é usado na Bíblia como símbolo de escravidão, jugo e cativeiro. Lá viviam os israelitas nos tempos de Moisés, em uma terra estranha, longe da sua pátria. Os judeus eram obrigados a fazer trabalho pesado e eram oprimidos pelos egípcios. Mas chegou o dia de seu êxodo, de sua libertação da escravidão. Israel foi conduzido à liberdade para servir a Deus. Naquela ocasião, os israelitas foram resgatados pelo sangue de um cordeiro. Quando Jesus, o Cordeiro de Deus, esteve no Egito, isso indica que Ele é o Grande Libertador.
Existe tanta opressão e escravidão neste mundo, mais do que imaginamos. Quantos são escravos do pecado, de seus instintos, de suas paixões e vícios. Pela sua própria força não conseguem se livrar dessas amarras. Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.34,36). Muitos já afirmaram que não são como gostariam de ser, que sempre caem nos mesmos erros, que constantemente ficam irados e repetidamente fazem coisas que imaginavam ter superado. Seu desejo sincero é amar aos outros, mas às vezes isso parece impossível.
Outros permitem que seu interior seja corroído pelo ódio, pela inveja, por ciúme e desamor. São prisioneiros de si mesmos, sem que o queiram. Como seria maravilhoso se todos pudessem se livrar dessas amarras do mal!
Jesus veio para nos libertar. Ele é o Cordeiro de Deus sem mácula, que deu Seu sangue por nós, para nos resgatar. Todos estão debaixo do poder do pecado e vendidos ao Diabo. Muitos pensam que mandam em si mesmos, mas são regidos por um poder de fora. Pensam ser livres, mas são escravos. “Aquele que pratica o pecado procede do Diabo, porque o Diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do Diabo” (1 Jo 3.8). Essa é a lição espiritual que podemos aprender ao estudar o significado que o Egito tem na Bíblia.
3. Nazaré

Nazaré era uma das cidades de má reputação em Israel, um lugar muito desprezado. Por isso, Natanael chegou a perguntar em certa ocasião: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1.46). Mas justamente Jesus é chamado de “Jesus de Nazaré”. Isso significa que Jesus não se identifica com o pecado, mas identifica-se completamente com o pecador. Jesus colocou-se voluntariamente no lugar dos desprezados e de má fama, dos acabados, dos indigentes, dos criminosos, dos sem valor algum e de todos aqueles que não têm um bom nome. Ele veio para todas as camadas da sociedade. Para Jesus, ninguém é ruim demais para receber Sua graça. E ninguém é muito bom, sem precisar dela. Nazaré nos lembra que Jesus veio para todos, ama a todos e se identifica com cada um de nós.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CUIDADO COM DETERMINADAS MÚSICAS!

Existem músicas inspiradas por Deus e músicas inspiradas pelo Demônio e não é difícil de identificá-las, basta ver os fins a que se destinam e os frutos que produzem. O Rock é de inspiração diabólica ou não, tudo vai depender da mensagem que ele passa.
A música que ouvimos pode transformar-se em imagem em nossa mente.A ponto de nos levar a uma atitude, para o bem ou para o mal, a depender do que estamos ouvindo.Por isso, devemos cuidar, para que lixos espirituais não penetrem em nossos ouvidos e venham a nos fazer grande mal.
Muitos músicos fazem pacto com o diabo para obter sucesso e fama e por isso, suas músicas são diabólicas, o rock é uma delas.
O cantor e compositor Raul Seixas afirmava:
"O diabo é o pai do rock.” Rock do Diabo, composição de 1975.
Podemos ver isso também numa declaração supostamente de John Lennon (1961)
“Sei que os Beatles farão sucesso como nenhum outro conjunto jamais fez ou fará. Sei porque tive de vender minha alma ao diabo para isto ”
(CEREJA,1995,P.186,)

Existem no mundo muitos conjuntos e bandas que são consagrados ao demônio.O conjunto Kiss, que poderia significar beijo, na verdade é uma sigla de: “ Knight in Satan Servcice”. Cavaleiros a Serviço de Satanás.

Segundo Abib(1998)

“ A música era o Ministério de Lúcifer, (Satanás). Ele era um anjo de luz.Cantando, louvava e enaltecia o seu Deus e Senhor... O orgulho subiu à sua cabeça e ao seu coração. Sentiu-se grande demais. E sentindo-se grande, veio a rebelião. Na sua revolta sentiu-se igual a Deus. Ele fez um trabalho entre os seus colegas; os anjos tocadores e cantores, e eles caíram também porque Lúcifer, que cantava e tocava muito bem os induziu...Quando o arcanjo Miguel entrou em ação, Lúcifer foi expulso e, com ele, todos os anjos rebeldes. Ele que era o anjo de luz tornou-se anjo de trevas. Ele que era bom tornou-se mau. O Ministério que ele exercia para o louvor a Deus tornou-se o Ministério de perdição da humanidade...Não estou dizendo que toda música popular seja má. Mas ou ela corre para um lado ou para outro. Ou corre para o lado de Deus, e então é música que edifica e constrói, ou corre para o outro lado:desedifica, destrói, arruína e leva à perdição ”.

Não deixe que esta maldição entre no seu lar , cuidado…


Vamos deixar que entrem
Que invadam o seu lar
Pedir que quebrem
Que acabem com seu bem-estar
Vamos pedir que quebrem
O que eu construi pra mim
Que joguem lixo
Que destruam o meu jardim

Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Vamos deixar que entrem
Que invadam o meu quintal
Que sujem a casa
E rasguem as roupas no varal
Vamos pedir que quebrem
Sua sala de jantar
Que quebrem os móveis
E queimem tudo o que restar

Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
O mesmo desespero

Vamos deixar que entrem
Como uma interrogação
Até os inocentes
Aqui já não tem perdão
Vamos pedir que quebrem
Destruir qualquer certeza
Até o que é mesmo belo
Aqui já não tem beleza

Vamos deixar que entrem
E fiquem com o que você tem
Até o que é de todos
Já não é de ninguém
Pedir que quebrem
Mendigar pelas esquinas
Até o que é novo
Já esta em ruinas
Vamos deixar que entrem
Nada é como você pensa
Pedir que sentem
Aos que entraram sem licença
Pedir que quebrem
Que derrubem o meu muro
Atrás de tantas cercas
Quem é que pode estar seguro?

Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
O mesmo desespero.
a falta de futuro (E a ênfase que ele dá no final é justamente a eternidade sem Deus, que é seu principal objetivo para nós.) Muito cuidado com o que você deixa entrar na sua casa! Lembre-se que o tempo do inimigo de nossas almas está curto e ele fará de tudo para desviar os escolhidos de Deus de seu caminho!! Vigiai!! Lembrar que somos servos e nosso LAR pertence ao SENHOR

sábado, 5 de dezembro de 2009

Perseguição dos cristãos nos países muçulmanos

Situação assustadora
Perseguição dos cristãos nos países muçulmanos

Colunista iraquiano afirma: "É difícil lembrar um período em que os árabes cristãos estiveram em maior perigo do que hoje".

Num artigo no jornal iraquiano Al-Zaman, publicado simultaneamente em Londres e Bagdá, cuja linha editorial é independente e liberal desde a década de 1940, o colunista Majid Aziza dá destaque à situação da população árabe cristã no mundo muçulmano. A seguir, alguns trechos do artigo:[1]

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"Os cristãos nascidos em países árabes estão fugindo das suas regiões de origem. Hoje em dia, essa informação é divulgada em todo o mundo e é cem por cento verdadeira. As estatísticas mostram que um grande número de cristãos árabes está emigrando para lugares menos perigosos para eles e seus filhos, como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa. Os motivos são, por um lado, a perseguição que os órgãos governamentais movem contra eles e, por outro lado, os grupos extremistas...

Os cristãos têm vivido há séculos nas regiões conhecidas atualmente como países árabes, juntamente com outros grupos religiosos e, principalmente, com os muçulmanos que participaram com eles das aflições da vida. Mas os cristãos perderam o apoio de seus concidadãos islâmicos por muitas razões, inclusive pelo extremismo religioso entre alguns muçulmanos, pelo aumento da população [islâmica] por motivos religiosos, pelos atos de discriminação, coerção e expulsões individuais e coletivas de cristãos e pelas pressões que os cristãos vinham sofrendo até mesmo quando estavam servindo a seus países. Há muitos exemplos disso na Palestina, no Iraque, no Sudão, no Líbano, no Egito e em outras nações.

Aproximadamente 4 milhões de cristãos libaneses emigraram de seu país em conseqüência das pressões impostas pelos [muçulmanos]. Mais ou menos meio milhão de cristãos iraquianos deixaram seu país pelos mesmos motivos... Hoje a situação está ficando pior por causa da discriminação por parte dos extremistas muçulmanos salafitas. Na Palestina, os cristãos estão quase extintos em conseqüência do controle que os extremistas muçulmanos têm sobre a questão palestina e da marginalização dos cristãos, sem mencionar o impacto negativo da intifada [revolta dos palestinos contra Israel] – que é dirigida pelas organizações islâmicas – sobre os cristãos da Palestina. Com relação aos cristãos coptas do Egito, o que o governo e os muçulmanos fizeram e estão fazendo com eles daria para encher páginas e páginas de livros e jornais, explicando os atos de coerção, discriminação e perseguição. O que está acontecendo também com os cristãos na Argélia, Mauritânia, Somália e outros países é um problema que ocuparia espaço demais para ser explicado.

Essa situação ocorre igualmente nos países muçulmanos não-árabes. Em nações islâmicas como o Paquistão, a Indonésia e a Nigéria, os cristãos também sofrem perseguição. No Paquistão, os líderes muçulmanos decretaram uma fatwa [decisão religiosa] permitindo a matança de dois cristãos para cada muçulmano morto pelos ataques americanos no Afeganistão, como se os americanos representassem o Cristianismo no mundo. Em outros países os cristãos vivem com medo, sob a sombra de ameaças, e enfrentam uma crescente série de agressões toda vez que os Estados Unidos e seus aliados executam uma operação militar contra qualquer país [muçulmano].

Os cristãos têm medo do que lhes poderia acontecer nesses países. A situação é muito grave e requer atenção urgente. É difícil imaginarmos qualquer outro tempo em que os cristãos enfrentaram maior perigo do que atualmente nesses países..." (extraído de www.memri.org)

Diante dessa situação assustadora para os cristãos no mundo islâmico, é realmente estranho que muitas igrejas ocidentais insistam em reclamar apenas das "dificuldades" dos cristãos palestinos sob a "ocupação" israelense, como se não soubessem que Israel é a única democracia no Oriente Médio

A Bíblia e os fatos históricos sobre o Irã

A Bíblia e os fatos históricos sobre o Irã

Soldados iranianos
Os iranianos almejam a restauração da glória do primeiro império persa (um dos maiores impérios da história em termos geográficos). Na foto: soldados iranianos.

Muitos de nossos leitores já fizeram perguntas sobre o Irã e aquilo que deveríamos saber acerca dessa importante e estratégica nação em nosso mundo atual. A história antiga faz menção de um país chamado Elão. Lemos em Gênesis 14 que no tempo de Abraão (há cerca de 4.000 anos) houve uma confederação de nações liderada por Quedorlaomer, mencionado nas Escrituras como “rei de Elão”. Quedorlaomer atacou Sodoma e levou cativo a Ló, sobrinho de Abraão. Este, acompanhado de seus 318 homens mais capacitados, saiu ao encalço do rei de Elão e de seus aliados. Após derrotá-los, Abraão resgatou Ló.

O profeta Isaías (cf. Isaías 21.2) menciona o Elão e parece sugerir um relacionamento desse povo com a antiga Média (i.e., os medos). O profeta Jeremias também se refere ao Elão (cf. Jeremias 49.34-39), bem como faz alusão à sua futura destruição como nação. A data dessa profecia remonta aos dias de Zedequias, rei de Judá. Talvez essa profecia tenha sido predita na ocasião em que a Babilônia chegou ao apogeu de seu domínio e destruiu Jerusalém no ano 586 a.C. O fato bíblico interessante dessa profecia de Jeremias 49.39 é o seguinte: “Acontecerá, porém, nos últimos dias, que farei voltar os cativos de Elão, diz o Senhor” (Almeida Corrigida Fiel). É muito provável que essa seja uma referência ao futuro Dia do Senhor.

No século 7 a.C., um pequeno reino se estabeleceu em Parsu (ou Parsuash) sob o governo de Aquêmenes, cujo nome foi usado pelos historiadores para descrever a primeira dinastia persa, a dinastia Aquemênida. O filho de Aquêmenes foi um homem chamado Teispes (aprox. 675- 664 a.C.) e, ao que parece, seu reino foi dominado pelos medos. A história registra que, após obter a liberdade do domínio dos medos, Teispes, assumiu o controle da província de Parsa (a atual Fars), aproveitando-se do enfraquecimento do Elão. Os assírios, sob o reinado de Assurbanipal, puseram fim à nação do Elão.

O filho de Teispes foi Ciro I, o qual entrou em contato com os assírios na qualidade de líder dos persas. O filho de Ciro I foi Cambises, que se casou com a filha de Astíages, rei da Média. Dessa união conjugal nasceu Ciro II, conhecido na história como Ciro, o Grande (559- 530 a.C.), o primeiro grande imperador que dominou a antiga Pérsia. Ciro II também conquistou os medos e derrotou seu sogro, Astíages, transformando a capital da Média, Ecbátana, na capital de seu próprio império. Ciro também invadiu a Ásia Menor e derrotou a Creso, rei da Lídia. Além disso, ele capturou, sem muita resistência, a cidade de Babilônia em 539 a.C. (a data oficial da queda do Império Babilônico).

O filho de Ciro II foi Cambises II (529- 522 a.C.), aquele que conquistou o Egito. Cambises II foi sucedido por Dario I, conhecido tanto como Dario, o Grande (522- 486 a.C.), quanto como Dario Histaspes (seu pai era um dos sátrapas do império persa). Dario criou vinte satrapias (províncias) a fim de administrar com mais eficácia o crescente poderio do império persa. Dario I também mudou a capital de seu império da cidade de Pasárgada para Persépolis. Ele era um seguidor de Zoroastro e adorava a divindade Ahura Mazda (também venerada por Xerxes e Artaxerxes, mencionados na história bíblica). Esse Dario é o mesmo rei que aparece nas profecias bíblicas de Ageu e Zacarias. O projeto de construção do templo (do segundo templo judeu – N. do Tradutor) foi concluído pelos judeus em 516 a.C., durante o reinado dele.

Dario I foi sucedido por seu filho Xerxes (485- 465 a.C.). Uma inscrição descoberta em Persépolis alista as nações que ficaram submissas ao seu domínio. Além disso, trata-se do mesmo rei Assuero mencionado no livro bíblico de Ester. Depois do reinado de Xerxes, Artaxerxes Longimanus I subiu ao poder (465- 424 a.C.) e, no vigésimo ano de seu reinado, o decreto para restaurar os muros de Jerusalém foi entregue a Neemias (Neemias 2.1).

Revolução islâmica
Em 1979, o Irã experimentou o que a história denomina de “Revolução Islâmica”. Os muçulmanos xiitas assumiram o controle do país e instauraram a lei sharia.

De acordo com o texto de Daniel 9.24-27, esse decreto para restaurar os muros foi o começo da “contagem regressiva” para a vinda do Messias – profecia conhecida como “as 70 semanas de Daniel”. Contudo, o termo hebraico “setes”, traduzido por “semanas”, não se refere a semanas de dias, mas a semanas de anos (i.e., conjuntos de “sete” anos). Um ano profético de 360 dias (segundo o calendário lunar), multiplicado por 483 anos, perfaz um total de 173.880 dias, desde o decreto de Artaxerxes Longimanus I até a vinda do Messias. Dois acontecimentos trágicos, mencionados por Daniel, ocorreriam antes do começo do septuagésimo “sete” (ou septuagésima semana): o primeiro é que o Messias seria “morto”; o segundo é que, tanto a cidade de Jerusalém quanto o seu santuário seriam destruídos. Nós ainda aguardamos o início do septuagésimo “sete” – reconhecido pelos estudiosos da Bíblia como o futuro Dia do Senhor (mencionado 25 vezes em toda a Bíblia) ou como o período da Tribulação (Mateus 24.21-22).

Após o reinado de Artaxerxes I Longímano, Dario II chegou ao poder (423- 405 a.C.). Os sucessores de Dario II foram os seguintes: Artaxerxes II Mnemon (404- 359 a.C.), Artaxerxes III Ochus (358- 338 a.C.), Arses (337- 336 a.C.) e Dario III (335- 331 a.C.), cujos exércitos foram derrotados por Alexandre, o Grande em 333 a.C. Com a morte de Alexandre em 323 a.C., a Pérsia ficou sob o controle de um dos generais de Alexandre (Selêuco). Segundo Daniel 11, haveria conflito incessante entre os selêucidas (a dinastia de Selêuco) e os ptolomeus (a dinastia de Ptolomeu, outro general de Alexandre a quem foi entregue o Egito) numa disputa pela Terra de Israel, um fato que é lembrado pelo Irã até os dias de hoje.

Estudiosos da Bíblia sabem bem que a Pérsia estará presente na batalha que será travada quando houver a invasão da Terra de Israel (cf. Ezequiel 38 39). Ao que parece, a Pérsia será o país que encabeçará aquele ataque (pelo menos, os persas são os primeiros mencionados na lista de nações).

Esse assombroso império da antiguidade continuou a ser conhecido pelo nome de Pérsia até 1935 d.C., quando seu nome foi mudado para Irã. Na atualidade, o idioma oficial do Irã é o persa moderno ou farsi, uma língua indo-européia escrita com caracteres árabes.

Em 1979, o Irã experimentou o que a história denomina de “Revolução Islâmica”. Os muçulmanos xiitas assumiram o controle do país e instauraram a lei sharia. Embora muitos árabes vivam em certas regiões do país, o Irã não é um estado árabe. A relação do Irã com os árabes e o apoio que deles recebe, fundamenta-se na religião islâmica que é comum a esses povos. Ao longo da história do Islã, houve muitas ocasiões em que o Irã demonstrou ser uma poderosa força de oposição aos muçulmanos da Arábia Saudita, os quais controlam os lugares sagrados de Meca e Medina. O Irã também enfrentou oito anos de guerra contra o Iraque, seu vizinho ocidental, na época em que o sunita iraquiano Saddam Hussein estava no poder. Muitos muçulmanos xiitas oriundos do Irã têm povoado territórios ao sul do Iraque e, atualmente, se constituem numa influente força dentro do parlamento iraquiano que foi eleito. O Irã, por tradição histórica, acredita que o território do Iraque lhe pertence, bem como reivindica direito de propriedade de muitos outros países do Oriente Médio (inclusive Israel). Os iranianos almejam a restauração da glória do primeiro império persa (um dos maiores impérios da história em termos geográficos).

Devia ser óbvio que o Irã (principalmente por causa do petróleo) seja, nos dias atuais, um dos mais importantes personagens no cenário político, econômico e militar deste mundo. Os iranianos são os principais fornecedores de armas para os terroristas islâmicos em todo o Oriente Médio. É possível que a maior parte de seu armamento provenha da Rússia, China e Coréia do Norte.

O Estado de Israel se depara com um sério desafio da parte dos líderes do Irã e suas constantes ameaças. O Senhor Deus de Israel tem ouvido todas elas e a profecia bíblica envolverá o Irã entre as nações do mundo que marcharão contra Israel. Tais nações serão derrotadas pelas mãos do Messias que voltará em glória, nosso bendito Senhor Yeshua!

ALIANÇA ENTRE RÚSSIA E IRÃ

Quando a União Soviética desmoronou, em 1991, muitos disseram: “O urso está morto!” Mas o urso russo não morreu; ele simplesmente hibernou e hoje está acordando com grande fúria, uma vez que o primeiro-ministro Vladimir Putin tenta restaurar à nação moderna a glória anterior da Mãe Rússia.

O “urso” russo tem estado ocupado fazendo novos amigos. Os mais significativos são os países islâmicos dedicados à destruição de Israel, com os quais a Rússia está formando alianças. O mais notável de todos eles é a Pérsia, ou seja, o Irã dos dias modernos.

Olhando milhares de anos à frente, através das lentes da história profética (a profecia é simplesmente a história antecipada), o profeta Ezequiel viu vários eventos surpreendentes (Ez 36-39), alguns dos quais nos avisam para mantermos os olhos voltados para o urso.

Primeiro, Ezequiel disse que o povo de Israel, espalhado por todo o mundo, retornaria à terra de Israel, sua antiga pátria, dada a ele por Deus. E os judeus já retornaram. Vieram da Europa, da Rússia, da Etiópia, da América, de nações da antiga União Soviética, e de um grande número de outros países para os quais haviam sido espalhados.

E, segundo, em 14 de maio de 1948, aconteceu um milagre que tanto os eruditos quanto os céticos haviam dito que era impossível: Israel renasceu como nação.

A invasão vindoura

Entretanto, Ezequiel escreveu sobre uma ainda futura guerra na qual a Rússia (chamada “Magogue”, Ez 38.1-4) e uma coalizão de nações (todas atualmente islâmicas) virão contra Israel em uma tentativa de destruí-lo: “a Pérsia, a Etiópia e a Líbia estão com eles, todos com escudo e capacete” (v.5).

A primeira nação que as Escrituras mencionam na coalizão é a Pérsia, agora chamada de Irã. O estudioso da Bíblia David Jeremiah escreveu o seguinte:

O próximo país que Ezequiel cita é a Pérsia, nome que aparece trinta e cinco vezes no Antigo Testamento. Para nós é fácil identificar a Pérsia, porque ela reteve o nome que tinha nos tempos da Antigüidade até o ano de 1935, quando se tornou a nação do Irã. Aproximadamente quatro décadas e meia mais tarde, o Irã trocou seu nome oficial para República Islâmica do Irã. Hoje, com sua população de 70 milhões de habitantes, o Irã tornou-se o viveiro para o desenvolvimento rápido do islamismo militante e do ódio anti-semita.

realidade do aquecimento das relações do urso russo com o Irã é evidente a partir das manchetes na mídia:

• “A Rússia Planeja Mais Cinco Usinas Nucleares no Irã” – por Peter Baker, The Washington Post, 27 de julho de 2002.

• “Em Israel, Putin Defende Negócios com a Síria e o Irã” – por Molly Moore, Washington Post Foreign Service, 29 de abril de 2005.

• “O Kremlin Está Pronto Para Defender o Irã” – por Mikhail Zyar e Dmitri Sidorov, Mosnews.com, 13 de setembro de 2005. Os autores dizem que o Irã quer “aliados confiáveis como a Rússia e a China”.

• “A Rússia Faz Acordo de um Bilhão de Dólares em Armas Com o Irã” – Associated Press, 2 de dezembro de 2005. Esse artigo, publicado pelo site da FOX News, chama a Rússia de “o aliado-chave do Irã”.

Durante anos, a Rússia não ficou feliz por ter de sentar-se nos bancos de trás do ônibus, por assim dizer. No ano passado, depois dela ter invadido a Geórgia, Robert Baer escreveu na revista Time que a Rússia quer um império:

A invasão da Geórgia pela Rússia tem menos a ver com a Ossétia do Sul do que com uma Rússia que nunca se perdoou por perder um império – ou por ser tratada como uma potência de segunda categoria durante todos esses anos. O ressentimento da Rússia apenas cresceu à medida que os preços do petróleo aumentaram. (...) Ao invadir seu país vizinho, a Rússia cruzou o Rubicão. (...) A questão agora é: o que mais ela está tramando por causa daqueles 17 anos de humilhação? Uma coisa deveríamos aguardar com certeza: agora mesmo Moscou está lançando olhares para o Irã, a rota mais direta para a restauração de sua influência no Oriente Médio.[2]

Resgate e redenção

Que chances o pequenino Israel teria contra o urso russo e seus muitos filhotes islâmicos? A resposta está em Ezequiel 38.18: “Naquele dia, quando vier Gogue contra a terra de Israel, diz o Senhor Deus, a minha indignação será mui grande”. Deus ficará enfurecido, Se levantará em defesa de Israel e finalmente destroçará a coalizão (Ez 38.18-39.10).

O resultado do resgate divino será a redenção de Israel:

“Saberão que eu sou o Senhor, seu Deus, quando virem que eu os fiz ir para o cativeiro entre as nações, e os tornei a ajuntar para voltarem à sua terra, e que lá não deixarei a nenhum deles. Já não esconderei deles o meu rosto, pois derramarei o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor Deus” (Ez 39.28-29).

Deus não esquecerá as promessas de Sua aliança; Ele não abandonará o povo de Sua aliança.

A Rússia e o Irã estão em marcha, e têm más intenções com relação a Israel. Mas o Deus que fez os judeus retornar será o Deus do resgate e da redenção de Israel.

Estado Palestino: combustível para um Oriente Médio em chamas

Aqueles que traçam as políticas de Israel e os formadores de opinião no país têm a tendência de aceitar o governo dos Estados Unidos como a mais alta autoridade no Oriente Médio. Às vezes, eles escolhem se afastar repentinamente de sua própria ideologia/estratégia – sob a pressão do governo americano – a despeito das asneiras sistemáticas e dramáticas das políticas americanas, que têm enfraquecido os interesses dos EUA no Oriente Médio e posto em risco a existência de Israel.

Por exemplo, em 1948, o Departamento de Estado, o Pentágono e a CIA estavam convencidos de que o estabelecimento do Estado Judeu iria desencadear uma guerra, produzindo um segundo Holocausto dos judeus em menos de uma década, que um Estado Judeu seria um peso estratégico sobre os EUA, que os produtores de petróleo árabes iriam boicotar os EUA e que Israel se juntaria ao Bloco Comunista. Com a finalidade de dissuadir Ben Gurion de proclamar a independência, eles impuseram um embargo militar sobre a região (enquanto a Grã-Bretanha fornecia armamentos aos árabes) e ameaçaram Ben Gurion com sanções econômicas.

Durante a década de 1950, o presidente Eisenhower aproximou-se de Nasser, o ditador egípcio, numa tentativa de afastá-lo da influência soviética. Entretanto, aceitar Nasser como o líder árabe e como um estadista-chave dos [países] não-alinhados, oferecendo-lhe ajuda financeira para construir a represa de Assuã, insistindo com Israel para “terminar a ocupação do Neguev”, para evacuar toda a Península do Sinai e para internacionalizar partes de Jerusalém, não impediram que continuasse com a subversão dos regimes árabes pró-EUA, o apoio ao terrorismo palestino, o reconhecimento da China Comunista, ou sua aproximação de Moscou.

Durante as décadas de 1970 e 1980 até o dia da invasão do Kuwait, o governo dos EUA apoiou Saddam Hussein. Os americanos firmaram um acordo de compartilhamento de informações com Bagdá, autorizaram a transferência de tecnologia dual sensível [instrumentos e equipamentos geralmente usados para propósitos militares] para Saddam e aprovaram cinco bilhões de dólares em garantias de empréstimos ao “Açougueiro de Bagdá”.

O presidente Bush – e seu Assessor de Segurança Nacional, Brent Scowcroft, que é um modelo imitado por Jim Jones, assessor de Segurança Nacional, e por Robert Gates, secretário de Defesa, e que goza da atenção do presidente Obama – pressupôs que “o inimigo de meu inimigo (Iraque x Irã) é meu amigo”. Entretanto, o “inimigo de meu inimigo” provou ser “meu inimigo”.

Em 1977, o presidente Carter – que é admirado pelo presidente Obama – se opôs à iniciativa de paz de Begin e Sadat. Ele fez o lobby para uma conferência internacional e concentrou-se na questão Palestina e em Jerusalém. Contudo, a determinação de Begin e de Sadat forçou Carter a se unir ao comboio da paz, que atingiu seu destino ao deixar de lado as questões da Palestina e de Jerusalém.

Em 1979, o presidente Carter abandonou o xá do Irã, o baluarte dos interesses americanos no Golfo Pérsico. Carter e seu assessor de Segurança Nacional, Zbigniew Brzezinski – um assessor informal de Obama – facilitaram a elevação do aiatolá Khomeini ao poder, desencadeando dessa forma a erupção de um vulcão estratégico, que até agora está prejudicando os interesses vitais dos EUA no Oriente Médio.

Durante os anos de 1993 a 2000, o presidente Clinton e seu assessor, Rahm Emanuel – atual chefe de Gabinete do presidente Obama – adotou o Processo de Oslo e Arafat como arautos da paz e da democracia. Eles ungiram Arafat como o “Visitante Mais Freqüente” à Casa Branca. Todavia, nunca um processo de paz produziu tanto derramamento de sangue, terrorismo, incitação ao ódio e falta de cumprimento quanto o Processo de Oslo. Clinton – exatamente como Obama – sustentava que a luta contra o terrorismo deve ser travada, principalmente, através de meios diplomáticos e legais. Conseqüentemente, tivemos sua resposta dócil a uma série de ataques efetuados pelo terrorismo islâmico desde 1993 (o primeiro atentado ao World Trade Center) até 2000 (o bombardeio ao navio USS Cole), fatos que levaram ao 11 de setembro.

A “Visão de Dois Estados” do presidente Bush, que tem sido adotada por Obama, constitui uma extensão do histórico de ação extremamente equivocado da Casa Branca no Oriente Médio.

Pode-se deduzir a natureza da liderança do Estado Palestino proposto a partir do perfil de seus líderes potenciais, que se tornaram modelos de traição, subversão e terrorismo entre os árabes. Abu Mazen (Mahmoud Abbas), o “Bonzinho” – formado pela KGB e pela Universidade de Moscou, e arquiteto da educação através do ódio – foi expulso do Egito (1955), da Síria (1966) e da Jordânia (1970) por causa de subversão. Ele teve um papel-chave nos atentados violentos da OLP para derrubar o governo de Beirute e na colaboração da OLP na invasão do Kuwait por Saddam.

Um Estado Palestino iria condenar o regime hashemita (Jordânia) ao aniquilamento, seria um incentivador dos terroristas pró-Saddam no Iraque e dos terroristas islâmicos no Egito, no Líbano e no Golfo Pérsico, e iria proporcionar uma base de operações no flanco oriental do Mediterrâneo ao Irã, à Rússia e à Coréia do Norte. A substancial emigração anual de palestinos moderados, que estão abandonando a região, revela as expectativas dos próprios palestinos com respeito ao Estado Palestino proposto.

O Estado Palestino, por um lado, e, por outro lado, a estabilidade do Oriente Médio, a segurança nacional dos EUA e de Israel, constituem um oxímoro clássico [i.e., uma contradição de termos]. Um Estado Palestino iria adicionar combustível – e não água – ao fogo do terrorismo e à turbulência do Oriente Médio. A promoção da “Solução dos Dois Estados” prova que aqueles que traçam as políticas dos EUA e de Israel estão determinados a aprenderem por meio da história ao repetirem – em vez de evitarem – os erros dramáticos do passado.

O Embaixador Yoram Ettinger serviu como ministro de Assuntos Parlamentares da Embaixada de Israel em Washington e como diretor do Escritório de Imprensa do Governo de Israel, além de outros cargos. Ele fala freqüentemente em campi de universidades dos Estados Unidos sobre o conflito no Oriente Médio