domingo, 13 de julho de 2008

FALSA PAZ E SEGRANÇA

(I Tessalonicenses 5:3) - Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.

13/07/2008 - 10h37

Para Olmert, acordo de paz com palestinos "nunca esteve tão perto"

Israelenses e palestinos estão "mais perto do que nunca de um acordo de paz", afirmou neste domingo o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, após se reunir com o presidente palestino Mahmoud Abbas com a mediação do chefe de Estado francês Nicolas Sarkozy.
O encontro tem como objetivo discutir uma maneira de acelerar as negociações de paz entre israelenses e palestinos.
Philippe Wojazer/Reuters
Presidente francês, Nicolas Sarkozy (à esq.) recebe o colega palestino Mahmoud Abbas (à dir.) e o premiê de Israel, Ehud Olmert
Olmert e Abbas, que chegaram ao Palácio do Eliseu em carros separados, apertaram as mãos antes de ser recebidos por Sarkozy na entrada da residência oficial do presidente.
"Nunca estivemos tão perto de um acordo", disse Olmert no Palácio do Eliseu antes da cúpula de lançamento da União pelo Mediterrâneo (UPM), o projeto que contará com a participação de 42 chefes de Estado ou governo e que pretende retomar a cooperação entre Europa e o sul do Mediterrâneo.
"Nos aproximamos de um momento no qual teremos que tomar decisões importantes", acrescentou o primeiro-ministro israelense, que chegou a Paris em meio a acusações de corrupção em seu país. Ele foi interrogado pela polícia israelense pela terceira vez na última sexta-feira (11).
Abbas afirmou que a "amizade" de Sarkozy, o presidente em exercício da União Européia (UE), com os dois lados permite "desempenhar um papel importante para ajudar ao sucesso do processo de paz em poucos meses"
Paz
Israelenses e palestinos tem se reunido de forma regular desde o relançamento do processo de paz em novembro do ano passado, após sete anos de paralisação dos diálogos em razão das colônias israelenses na Cisjordânia e Jerusalém.


Sarkozy aproveitou a cúpula da UPM para impulsionar o papel da França no Oriente Médio, reunindo-se com os lideres israelenses e palestinos. O presidente francês afirmou que seu projeto deve ajudar os países da região a "aprenderem a se amar".
"Isso não quer dizer que todos os problemas estejam resolvidos. Mas o objetivo da cúpula é que aprendamos a amar uns aos outros no Mediterrâneo ao invés de continuar com o ódio e com a guerra", acrescentou Sarkozy
A cúpula marca a volta do presidente sírio, Bashar al Assad, às negociações internacionais, mas ainda não há previsão para um encontro dele com Olmert.
Israelenses e sírios estão tecnicamente em guerra desde a criação do Estado de Israel em 1948 e realizaram três rodadas indiretas de negociação em março.
Relatório
Olmert, recebeu no sábado (12) um relatório do grupo radical islâmico Hizbollah sobre um militar israelense desaparecido desde 1986, em um caso cuja resolução poderia abrir caminho para uma troca de prisioneiros entre os dois lados, que se enfrentaram em 2006.
O primeiro-ministro discutirá o relatório com o seu gabinete na próxima terça-feira, segundo Mark Regev, porta-voz de Olmert.
O Hizbollah afirma no relatório não saber o que aconteceu com Ron Arad, piloto israelense que desapareceu desde quando foi capturado com vida, após a queda de seu caça no Líbano, em 1986, segundo afirmaram autoridades israelenses em condição de anonimato pois não estavam autorizados a falar.
Segundo o documento, o Hizbollah acredita que Arad está morto, conforme as autoridades.
No acordo entre Israel e o Hizbollah, Israel irá entregar Samir Kantar, libanês condenado a várias prisões perpétuas por um ataque no norte do país em 1979. O país judeu também deve soltar outros quatro prisioneiros do Hizbollah e dezenas de corpos de militantes do grupo.
Em troca, Israel deve receber dois soldados capturados pela milícia xiita em 2006, em uma incursão ao território israelense que desencadeou uma guerra entre Israel e o Hizbollah no Líbano. Não há confirmação se os dois estão vivos ou mortos.
Autoridades israelenses disseram que a troca deve ocorrer na semana que vem, dependendo de uma aprovação final do gabinete de Olmert

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