segunda-feira, 15 de março de 2010

Igreja afasta monsenhores e padre acusados de pedofilia em Arapiraca (AL)

Obs...estou publicando isto aqui não porque tenho interesse de dar publicidade ao fato e sim pra alertá-los de que não é aconselável confiar em homens, seja ele qual for...Só confio e Adoro ao Deus Todo Poderoso...Os padres são homens e como tais estão sujeitos as mesmas paixões...Logo, quem não tiver pecado...atire a primeira pedra.

15/03/2010 - 14h57

Carlos Madeiro

Especial para o UOL Notícias
Em Maceió
A Igreja Católica anunciou neste fim de semana o afastamento de dois monsenhores e um padre do município de Arapiraca (AL), a 130 km de Maceió. Eles são acusados de participarem de esquema de pedofilia e vão responder a um inquérito policial por conta de denúncias feitas por ex-coroinhas e familiares.

A decisão da igreja foi anunciada durante celebração no último sábado (13) à noite, pelo bispo da diocese regional, Dom Valério Breda. Nesta segunda-feira (15), a cúria diocesana se reuniu para definir o nome dos substitutos das paróquias, entre elas, a catedral de Nossa Senhora do Bom Conselho, comandada por um dos acusados.
A Polícia Civil já instalou inquérito para investigar o caso. Duas delegadas já foram designadas para apurar as denúncias. O pedido de investigação partiu do Ministério Público Estadual.

O escândalo de pedofilia foi denunciado na última quinta-feira (11) pelo programa Conexão Repórter, do SBT. A reportagem especial, feita pelo jornalista Roberto Cabrini, denunciou diversos casos de pedofilia envolvendo os membros da igreja. Vários ex-coroinhas relatam casos de abusos sexuais contra crianças e adolescentes.

A prova mais contundente do esquema envolvendo os párocos é um vídeo onde o monsenhor Luiz Marques, de 82 anos, aparece praticando sexo com um adolescente que tinha 19 anos. A gravação seria de janeiro de 2009 e teria sido feita por outro ex-coroinha, que também teria sofrido abusos do padre.

A vítima contou que desde os 12 anos, quando ingressou na igreja, era assediado sexualmente pelo monsenhor. “Ele pegava nos órgãos genitais durante a missa, beijava minha boca na sacristia. Não tinha como defender. Hoje tenho muito medo do que possa acontecer comigo. Não posso ver um carro na minha porta que fico com medo”, contou o jovem identificado como Fabiano. Outros ex-coroinhas também denunciaram casos, e acusaram os outros dois integrantes da igreja de participarem do esquema.

As imagens causaram grande repercussão na cidade, que tem 200 mil habitantes e é a segunda maior de Alagoas. O DVD com imagens do abuso está sendo vendido por ambulantes da cidade, que comercializam a gravação por R$ 5,00.

Segundo moradores, o monsenhor Luiz Marques era reconhecido como um dos religiosos mais conservadores da região agreste. Como prova da influência, ele foi homenageado com o título de monsenhor e dá nome a uma escola municipal, além de ter sido um dos escolhidos pela igreja, na década de 80, para receber o então papa João Paulo 2º no Nordeste.

“Ele era um padre dos mais respeitados aqui do agreste. Ele se diz muito puritano. Uma vez, celebrando um casamento, ele mandou o noivo tirar o paletó para cobrir o decote da noiva, caso contrário não seguiria com a celebração”, contou ao UOL Notícias uma ex-frequentadora da igreja.

Depois da repercussão, outras famílias procuraram a imprensa e a Polícia para denunciar novos casos de assédio. “Eu tinha 16 anos e o padre começou a passar a mão em mim dentro da sacristia. Nunca tive coragem de denunciar, porque não foi tão grave e não passou disso”, contou José Marques, 38, que procurou um site local para denunciar o caso.

Advogado negaO advogado do monsenhor, Daniel Fernandes, afirmou que toda relação sexual contida no vídeo foi consentida pelos adolescentes e negou prática de pedofilia do seu cliente. Segundo ele, os jovens teriam tentado extorquir o monsenhor pedindo R$ 5 milhões para não divulgar o vídeo. Um documento chegou a ser assinado pelos ex-coroinhas, em junho de 2009, onde eles se comprometeriam em não divulgar e destruir o vídeo, em troca do "pagamento de uma dívida de cartão de crédito" superior a R$ 32 mil.

Durante o programa do SBT, o monsenhor não negou o assédio sexual a menores. “Não preciso admitir, nem negar. É caso de confessionário. Só ao meu confessor eu posso dizer qualquer pecado meu. Não admito que o senhor venha na minha casa saber disso. O senhor não tem esse direito, de entrar na minha privacidade”, disse.

Já os outros dois integrantes da igreja acusados de participarem do esquema negam qualquer ato ou assédio sexual a menores. Eles afirmaram, segundo a diocese regional, que esperam a investigação da Igreja.
Diocese lamenta
Em nota nesta segunda-feira, a diocese regional lamentou as denúncias e se disse chocada com as imagens. “Reprovamos, de forma irrestrita e com o coração despedaçado pela vergonha e pela tristeza, os fatos, mesmo que ainda não provados, veiculado na referida reportagem, que revoltam a são consciência humana e cristã”, diz o texto, acrescentando que “se há jovens vítimas, como a apresentação dos fatos parece aludir, sentimo-nos ainda mais consternados e no dever da reparação”.

Ainda segundo a diocese, nenhuma das supostas vítimas ou familiares procuraram oficialmente a igreja para fazer qualquer denúncia. Mas, por conta da repercussão, a igreja abriu processo de investigação interno e, “por prudência”, afastou preventivamente os acusados da atividade paroquial.

“Considerando a urgência e a necessidade de preservar a honra e o direito das pessoas citadas e da Igreja Católica, frente à gravidade dos fatos acima mencionados, decretamos a abertura de Processo Administrativo Penal, nos termos do Código Canônico. Estamos a total dispor das autoridades da polícia e da Justiça em geral para tudo o que se fizer necessário”, conclui a nota.

CPI da Pedofilia aprova diligências em Arapiraca; religiosos serão ouvidos


qui, 18/03/10
por Celio Gomes |
categoria Segurança

Foto: Agência Senado
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Senadores Romeu Tuma, Magno Malta e Demóstenes Torres em sessão da CPI
|
14h57 - Foi decidido na reunião de hoje da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, no Senado, em Brasília: senadores devem visitar Arapiraca para fazer diligências sobre as denúncias contra os padres acusados de abuso sexual e pedofilia. O caso já teve até manifestação do Vaticano, que reconheceu a existências das denúncias no interior de Alagoas.
Em votação, na sessão que durou até o começo da tarde, a CPI aprovou um requerimento que propôs a diligência em Arapiraca. Nessas ocasiões, os integrantes da CPI costumam recolher documentos e ouvir testemunhas e supostos envolvidos nas denúncias. Desse modo, é provável que os padres prestem depoimento aos parlamentares.
O caso surgiu na semana passada, depois que imagens foram apresentadas em rede nacional de TV, nas quais um dos religiosos estaria em cenas íntimas com um menor, ex-coroinha da Igreja. Os religiosos citados – e já afastados de suas funções – são: o monsenhor Luiz Marques Barbosa, o monsenhor Raimundo Gomes do Nascimento e o padre Edilson Duarte.

Máfia da Pedofilia é investigada por suposta participação em assassinatos em Arapiraca

Senador Magno Malta diz que 'nesse mato tem mais coelho'
Wadson Correia
As supostas denúncias de crimes de pedofilia envolvendo os monsenhores Luiz Marques Barbosa, Raimundo Gomes Nascimento e o padre Edilson Duarte em Arapiraca, distante 130 km de Maceió, tem levado a polícia a uma série de novos casos.
As investigações são feitas pelas delegadas Barbara Arraes e Maria Angelita que têm ouvido mais relatos de jovens que teriam sido vítimas do esquema que começou a ser investigado após denuncias feitas por um grupo de ex-coroinhas de paróquias da cidade de Arapiraca.
Cícero Flávio Vieira Barbosa, 22, ex-coroinha e que se diz vítima dos religiosos relatou ao CadaMinuto detalhes de como era obrigado a manter relações sexuais com um dos padres.
“Durante nove anos eu era assediado e molestado pelo Monsenhor Luiz Marques Barbosa. Toda minha vida eu sempre quis dedicar minha vida a igreja porque minha família sempre foi católica só que quando eu descobri que o Monsenhor Luiz era um padre disfarçado na batina eu fiquei muito chocado e hoje me sinto abalado pelo que esta acontecendo, principalmente por as pessoas ‘enxergarem’ que ele é santo”.
O jovem foi enfático ao dizer que se sente ameaçado após ter feitos as denuncias.
“Me sinto ameaçado e eu não sei até que ponto isso vai chegar. Eu denunciei tudo por justiça, mas eu não sei qual vai ser a justiça deles”.
Mas para a surpresa do próprio jovem suas declarações ainda não foram tomadas pelas delegadas que informaram que estão analisando algumas informações que podem estender as investigações nas cidades de Feira Grande, Caraíbas, Anadia e Penedo, no Baixo São Francisco.
Outra suposta vítima, Fabiano da Silva Ferreira, 20, ouvido inicialmente pelo procurador da República em Alagoas, Rodrigo Tenório revelou detalhes de como aconteceram às filmagens que comprovam as relações sexuais mantidas pelos religiosos com os jovens, na época coroinhas.
“Além de mim, tinha o Flávio e outro coroinha que eram obrigados a praticar sexo com o Monsenhor Luiz Marques”.
O depoimento foi encaminhado ao Ministério Público Estadual – MPE/AL que determinou a Secretaria de Defesa Social que abrisse um inquérito policial sobre o caso, somente assim Fabiano foi ouvido pelas delegadas Bárbara e Angelita e revelou em depoimento outros detalhes do esquema.
Ontem, senadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, votaram um requerimento aprovando a ida dos parlamentares até Arapiraca. O motivo, segundo avaliou o senador Moroni Torgan, presidente da CPI, foi o aumento das denuncias e o envolvimento de padres, empresários e até políticos no esquema criminoso. O senador foi enfático ontem ao afirmar que pretende também ouvir o Ministério Público pois, segundo ele, “esse mato tem mais coelho”. O Vaticano, que reconheceu a existências das denúncias, também irá indicar um representante para vim a Alagoas ouvir os religiosos acusados na chamada Máfia da Pedofilia. O senador José Nery (PSOL-PA) deverá acompanhar os depoimentos. Ele vai contar com a ajuda da Polícia Federal que irá ajudar nas investigações preliminares.
Durante à tarde de ontem, quinta-feira (18), a polícia recebeu uma informação que pode ainda mais complicar a situação dos religiosos envolvidos na já denominada Máfia da Pedofilia.
A morte do motorista Marcos Antônio que aconteceu há três anos num acidente automobilístico nas proximidades da cidade de São Sebastião pode ser re-investigada.
No dia da morte a vítima dirigia uma meia caminhoneta que bateu em animais que estavam supostamente soltos em um dos trechos da AL-102. A polícia já sabe que Marcos Antônio também era obrigado a manter relações sexuais com o Monsenhor Luiz Marques Barbosa, que chegou a pagar as mensalidades da escola – Colégio Normal São Francisco de Assis, onde o jovem estudava.
Maikon, como era conhecido, teria discutido dias antes de morrer com o religioso que havia descoberto que ele estava prestes a se casar com uma jovem, fato que o Monsenhor não aceitava. A informação é que durante a briga o religioso teria feito ameaças de morte ao jovem, fato que até agora não se sabe se é ou não verdadeiro.
Outro caso que também chegou ao conhecimento da polícia envolve o Monsenhor Raimundo Gomes Nascimento, que teve um carro, de marca Polo, supostamente roubado em uma rua do bairro Santa Esmeralda, em Arapiraca. A polícia quer saber por que o roubo foi registrado mais de 4 horas após o assalto. Também chegou ao conhecimento da polícia, o que causou surpresa, que o suposto assaltante não teria levado uma volta de ouro que estava no pescoço do religioso.
Apesar de não querer confirmar mais detalhes sobre as denuncias cujo o inquérito segue em segredo de Justiça, a delegada Bárbara Arraes, deve ouvir nos próximos dias um motorista conhecido pelo nome de John Carlos, que trabalhava para o Monsenhor.
Ele seria uma suposta peça chave para esclarecer o assassinato do sargento PM Valmir Tavares da Silva, 42, assassinado a tiros nas proximidades do Hospital Santa Maria, no Centro de Arapiraca. Um cabo PM identificado como Arenilton, que estava no mesmo veículo que o sargento, ficou ferido e foi encaminhado à Unidade de Emergência do Agreste.
No momento do crime, Valmir estava em um Eco Sport, de cor branca e placa MUS 5105/AL quando foi abordado e atingido por diversos tiros deflagrados por dois homens armados. A vítima trabalhava no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, em Maceió e possuía uma empresa de segurança, com sede em Arapiraca e supostamente mantinha relações com o Monsenhor Raimundo Gomes e o motorista John Carlos.
A reportagem do CadaMinuto esteve na noite da quarta-feira (17) no condomínio Ouro Verde, em Arapiraca, local fechado que conta com um grupo de segurança privada, onde o Monsenhor Raimundo possui uma casa. No local, várias pessoas de classe média alta, se preparavam para participar da liturgia da palavra, que deveria ser celebrada pelo próprio religioso por volta das 22hs.
No local, mostrando desconfiança e um clima arredio, algumas pessoas tentaram impedir a reportagem, perseguindo por alguns minutos o carro de reportagem. Já os seguranças do condomínio afirmaram que o Monsenhor segue sua rotina normal, chegando a sair do local dirigindo seu próprio carro. Apesar do bispo Dom Valério Breda anunciar que todos os religiosos foram afastados de suas funções, Monsenhor Raimundo tem freqüentado a igreja de Nossa Senhora do Carmo, a qual ele era pároco.

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